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Brasil

Para Dodge, greve dos caminhoneiros atinge direitos fundamentais

Procuradora-geral da República também anunciou a criação de um comitê no MP para acompanhar a crise

29/05/2018 11:33, atualizado 29/05/2018 14:33
Michael Melo/Metrópoles
Para Dodge, greve dos caminhoneiros atinge direitos fundamentais

A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, demonstrou preocupação com os efeitos da greve dos caminhoneiros, que entrou no nono dia nesta terça-feira (29/5). Na avaliação dela, o movimento deixou de ser apenas “uma crise de abastecimento e, agora, atinge direitos fundamentais”.

A declaração da chefe do Ministério Público foi feita durante reunião do Conselho Nacional do MP, nesta terça. Na ocasião, ela apresentou aos seus pares uma portaria que criou o comitê de acompanhamento de crise. As informações são do site Jota.

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Ainda de acordo com Dodge, foram impetradas ações com intuito de liberar cargas e produtos emergenciais, principalmente hospitalares. A titular da PGR ainda ressaltou que, apesar das dificuldades, o Ministério Público continuará funcionando durante os protestos. “O MP não fechou as portas. As instituições em todo o país têm orientação de manter o funcionamento regular e está agora a priorizar e orientar a promoção dos direitos humanos”.

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Protestos continuam 
Em pronunciamento na noite de domingo (27), o presidente Michel Temer anunciou um pacote de cinco mudanças para conter a crise de combustíveis provocada pela greve dos caminhoneiros nas estradas brasileiras. A principal delas envolve a redução do preço do diesel: R$ 0,46 centavos, desconto válido por 60 dias.

Daqui a dois meses, segundo o chefe do Executivo nacional, os reajustes serão apenas mensais. Três das mudanças serão aplicadas por meio de medidas provisórias: isenção da cobrança do eixo suspenso nos pedágios de rodovias federais, estaduais e municipais; garantia de 30% dos fretes na Companhia Nacional de Abastecimento (Conab); e tabela mínima de frete – prevista no Projeto de Lei nº 121, sob análise no Senado Federal.

Apesar de ter cedido aos apelos da categoria, milhares de motoristas permanecem parados em rodovias do país inteiro, principalmente no Sudeste e no Sul.