Pai é inocentado por matar motorista que matou o filho dele atropelado

Ao ver o filho morto, o pai entrou em luta corporal com o motorista, batendo com uma pedra na cabeça dele. Caso aconteceu em Goiânia (GO)

atualizado

metropoles.com

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1 de 1 imagem colorida danilo-crianca-morreu-atropelada-pai-preso-tentou-matar-motorista-goiania-goias - Foto: Reprodução

Goiânia – Dedilson de Oliveira Souza foi inocentado por ter matado o motorista que atropelou e matou o filho dele, Danilo Pignata, de 8 anos. O pai presenciou a morte da criança e reagiu agredindo o motorista Francilei da Silva Jesus com chutes e pedradas.

O julgamento ocorreu nessa quarta-feira (10/9) na 2ª Vara Criminal de Crimes Dolosos Contra a Vida, na capital goiana. O atropelamento fatal aconteceu em 17 de dezembro de 2022.

Danilo acompanhava o pai, que é ambulante e vendia produtos no canteiro central de uma avenida de Goiânia. Francilei, que estava embriagado, subiu com o carro no canteiro e atropelou pai e filho. Danilo morreu na hora.

Após o atropelamento, as imagens mostram o pai agredindo fisicamente o motorista com chutes e pedradas. O motorista chegou a ser socorrido, mas morreu três dias depois do crime.

Veja o vídeo:

 

Pai inocentado

Segundo relatório do julgamento, oito testemunhas e sete jurados estiveram presentes. A investigação apontou que o motorista estava embriagado no momento do atropelamento.

No julgamento, o juri votou pela absolvição do réu, e a Justiça acolheu a tese sustentada pela defesa. O juiz Lourival Machado da Costa declarou o réu absolvido da acusação.

Relembre o caso

Danilo estava vendendo balas com o pai em um semáforo no dia do atropelamento. O pai conseguiu pular e escapou do acidente. Ao ver que o filho havia sido atingido, Dedilson começou a agredir o motorista.

O condutor foi internado no Hospital de Urgências Governador Otávio Lage de Siqueira (Hugol), mas morreu três dias depois.

Após as agressões, Dedilson chegou a ser preso suspeito de tentativa de homicídio. Durante audiência de custódia, a juíza Luciane Cristina Duarte da Silva concedeu a liberdade provisória. Ela apontou que o crime ocorreu devido à forte emoção do pai ao ver o filho morto.

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