Padrasto é preso no Entorno suspeito de asfixiar bebê com travesseiro

Homem disse a polícia ter colocado o travesseiro sobre o rosto da criança para abafar o choro. Bebê tinha sinais de violência sexual

atualizado 07/10/2021 12:26

bebê assassinado em águas lindas de goiás, no entorno do DFReprodução

Goiânia – Um homem de 22 anos foi preso em Águas Lindas de Goiás, no Entorno do Distrito Federal, suspeito de matar o enteado Gael Henrique do Nascimento Ribeiro, de apenas 2 anos, asfixiado com um travesseiro, na última terça-feira (5/10).

O corpo da criança tinha vários sinais de machucados e de possível violência sexual, o que está sendo investigado pela Polícia Civil de Goiás (PCGO).

Ao delegado Vinícius Máximo da Silva, o suspeito negou a prática de ato sexual com o enteado, mas confessou tê-lo asfixiado. “Na delegacia, em conversa com ele (padrasto), percebemos logo que tudo seria elucidado rapidamente”, conta o delegado.

Conforme o relato do homem, o bebê estava chorando e ele resolveu colocar o travesseiro sobre o rosto dele para abafar o barulho e não acordar as demais crianças da casa.

A mãe do garoto estava dormindo na hora do ocorrido e acordou cerca de 15 minutos depois, perguntando pelo filho. O padrasto disse a ela, primeiro, que a criança estava dormindo, mas a mãe logo percebeu que algo de errado estava acontecendo.

O filho dela já estava desacordado e o companheiro tentava reanimá-lo no quarto. O padrasto teria se desesperado com a situação e levou o garoto, às pressas, para um hospital da cidade.

Médico percebeu lesões

O médico que atendeu a criança foi quem acionou a Polícia Civil. Segundo o delegado, ele informou que o bebê havia chegado sem sinais vitais ao hospital, com machucados pelo corpo e indícios de violência sexual.

A equipe tentou reanimá-lo em procedimento que durou cerca de 40 minutos. “O ânus da criança estava bem dilatado”, conta Vinícius Máximo.

O padrasto foi preso em flagrante por homicídio e o delegado aguarda o resultado de perícias para dar prosseguimento ao inquérito. A mãe disse em interrogatório que não ouviu choro, tampouco, percebeu algo acontecendo.

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