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Brasil

Oposição pede à PGR investigação contra Moraes e diretor-geral da PF

Oposição anuncia quatro medidas após mensagens de Vorcaro a Moraes, e amplia pressão sobre ministro do STF e diretor-geral da PF

01/09/2026 18:40, atualizado 02/09/2026 00:10
VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto
Parlamentares de oposição anunciam que entrarão com notícia crime contra o ministro do STF Alexandre de Morais e o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues metropoles 5

A oposição no Congresso anunciou nessa terça-feira (1º/9) que vai acionar a Procuradoria-Geral da República (PGR) para pedir a investigação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e do diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues.

O grupo também vai cobrar do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a demissão de Andrei do comando da corporação.

As medidas foram anunciadas pelo líder da oposição no Senado, Rogério Marinho (PL-RN), durante uma coletiva na Câmara dos Deputados.

A reação é pela divulgação de mensagens extraídas do celular de Daniel Vorcaro nas quais o ex-banqueiro pediu a Moraes que recorresse a Andrei e ao procurador-geral da República, Paulo Gonet, para tentar conter o avanço das investigações sobre o Banco Master.

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A oposição anunciou quatro frentes de reação ao caso:

  • apresentar uma notícia-crime à PGR para pedir a investigação de Moraes e Andrei;
  • enviar ao presidente do STF, Edson Fachin, um ofício para que o plenário da Corte analise a abertura de investigação sobre Moraes;
  • encaminhar a Lula um pedido pela demissão de Andrei do comando da Polícia Federal;
  • apresentar um novo pedido de impeachment de Moraes ao Senado.

O pedido relacionado ao Supremo ocorre depois de o ministro André Mendonça separar os novos elementos sobre o caso em um processo específico e indicar que pretende submeter ao plenário da Corte a decisão sobre uma eventual investigação de Moraes. A PGR também foi chamada a se manifestar sobre o material.

Nas mensagens recuperadas pela PF, Vorcaro questionou Moraes sobre a possibilidade de conseguir ajuda de Andrei e de Gonet. Em uma delas, perguntou se seria possível “reverter” a situação com os dois. Em outro momento, pediu que Moraes tentasse sensibilizar o diretor-geral da PF para adiar medidas contra o banco.

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Inquérito das fake news

Durante a coletiva, Marinho vinculou o episódio às críticas que a oposição faz à atuação de Moraes e citou o chamado inquérito das fake news.

“E o ovo da serpente desse processo, o início desse processo, começa com o que se denominou chamado de inquérito das fake news ou inquérito do fim do mundo. Nunca é demais lembrar que nós estamos há mais de sete anos no inquérito aberto”, afirmou.

O Inquérito 4.781, conhecido como inquérito das fake news, foi aberto pelo STF em 14 de março de 2019, por determinação do então presidente da Corte, Dias Toffoli, para investigar notícias falsas, ameaças e ataques contra o Supremo, seus ministros e familiares. Moraes foi designado relator da apuração.

A abertura de ofício e a escolha de Moraes sem sorteio provocaram questionamentos desde o início. Em 2020, porém, o plenário do STF validou a investigação por 10 votos a 1.

Mais de sete anos depois de sua abertura, a duração do inquérito voltou a ser usada pela oposição como argumento para criticar a atuação do ministro.