Oposição estuda reação a operação contra Bolsonaro; veja opções

Por ordem do ministro do STF Alexandre de Moraes, o ex-presidente usará tornozeleira e não poderá deixar o país ou falar com Eduardo

atualizado

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O ex-presidente Jair Bolsonaro
1 de 1 O ex-presidente Jair Bolsonaro - Foto: Vinícius Schmidt/Metrópoles

A operação deflagrada pela Polícia Federal (PF) nesta sexta-feira (18/7) contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) deixou a oposição atônita. Nos bastidores, lideranças da direita têm afirmado que é preciso digerir as medidas restritivas ao ex-mandatário para entender a extensão do seu impacto e, somente após a montagem do panorama, definir estratégias de reação.

A operação foi determinada pelo ministro da Corte Alexandre de Moraes, que impôs uma série de medidas restritivas a Jair Bolsonaro. O ex-presidente não pode usar redes sociais, terá de usar tornozeleira eletrônica, se recolher em casa todas as noites e está proibido de se aproximar de embaixadas.

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Bolsonaro e Trump
PF realiza operação na casa de Jair Bolsonaro, em Brasília
Residência do ex-presidente no Jardim Botânico
Eduardo Bolsonaro
Jair Bolsonaro é acusado de tentativa de golpe de Estado em 2022
Buscas também acontecem no escritório político de Bolsonaro, na sede do PL
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Buscas também acontecem no escritório político de Bolsonaro, na sede do PL

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PF realiza operação na casa de Jair Bolsonaro, em Brasília

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Jair Bolsonaro é acusado de tentativa de golpe de Estado em 2022
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Jair Bolsonaro é acusado de tentativa de golpe de Estado em 2022

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Eduardo Bolsonaro planeja deixar o PL para disputar a Presidência em 2026
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Eduardo Bolsonaro planeja deixar o PL para disputar a Presidência em 2026

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Reação

Apesar de ainda a situação ainda estar sendo avaliada, uma alternativa citada por lideranças bolsonaristas é via Legislativo. Uma ala do PL defende conversar com o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), sobre três pautas anti-STF paradas na Casa. São elas:

  • A instauração da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do abuso de autoridade;
  • O projeto de anistia aos envolvidos no 8 de Janeiro, que poderia beneficiar o ex-presidente Jair Bolsonaro;
  • A proposta que limita decisões monocráticas de ministros do STF.

Os bolsonaristas sentem que há espaço para conversar com Motta sobre as pautas, pois o STF impôs nesta semana uma derrota à Câmara. A Corte, também por decisão de Moraes, fez voltar a valer o decreto do presidente Lula para reajuste do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). O aumento havia sido derrubado pelo Legislativo.

Outro ponto que a oposição pode explorar com relação a Hugo Motta é a insatisfação da casa com o presidente Lula, que vetou o aumento do número de deputados. A proposta, impopular, foi a saída do Legislativo para impedir que estados que perderam população proporcional percam também representantes na Câmara.

Bolsonaro colaborou com tarifaço, diz PF

A Polícia Federal apontou ao STF que as ações de Bolsonaro indicam incentivo às sanções impostas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ao governo brasileiro. Os investigadores destacam que as primeiras investidas do ex-presidente e do deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que é filho do ex-mandatário, começaram em 7 de julho.

Para a PF, Bolsonaro atuou para instigar seus seguidores contra o Poder Judiciário e suas ações foram cruciais para que Trump adotasse medidas contra o Brasil, “buscando criar entraves econômicos nas relações comerciais entre os Estados Unidos da América e o Brasil, a fim de obstar o regular prosseguimento da Ação Penal nº 2.668, em trâmite nesta Suprema Corte, que visa apurar a tentativa de golpe de Estado após as eleições presidenciais de 2022”.

Além de ser obrigado a usar tornozeleira eletrônica, o ex-presidente não poderá usar redes sociais, comunicar-se com embaixadores e diplomatas estrangeiros e nem pode se aproximar de embaixadas.

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