Operação desarticula quadrilha que movimentou R$ 300 milhões em marketplace

Grupo usava plataformas como Shopee, Mercado Livre e Magazine Luiza e pode vender produtos ilegais

atualizado

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Breno Esaki/Especial Metrópoles
Fachada do prédio da Receita Federal do Ministério da Fazenda - Metrópoles
1 de 1 Fachada do prédio da Receita Federal do Ministério da Fazenda - Metrópoles - Foto: Breno Esaki/Especial Metrópoles

A Receita Federal (RF) e a Polícia Federal (PF) deflagraram, nesta quarta-feira (8/4), a Operação Platinum para desarticular uma organização criminosa especializada na venda de produtos contrabandeados em plataformas digitais como Shopee, Mercado Livre e Magazine Luiza.

Segundo as investigações, o grupo atuava de forma estruturada e utilizava marketplaces para comercializar mercadorias trazidas ilegalmente do Paraguai, dando aparência de legalidade às operações.

Apenas no Mercado Livre, o grupo movimentou mais de R$ 300 milhões em vendas.

A estimativa é que o esquema tenha movimentado cerca de R$ 1 bilhão entre 2020 e 2024, incluindo vendas e operações de lavagem de dinheiro.

A operação cumpre 21 mandados de prisão preventiva e 32 de busca e apreensão em seis estados: Paraná, Goiás, São Paulo, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul e Pernambuco. A ação mobiliza mais de 150 agentes, entre auditores da Receita e policiais federais.

As apurações começaram em 2022, após a apreensão de mercadorias transportadas irregularmente em comboio. Ao longo da investigação, foi identificado que os próprios integrantes da organização eram responsáveis pela venda dos produtos nas plataformas online, em um esquema que combinava logística, importação ilegal e comercialização digital.

O grupo utilizava uma estrutura complexa, com empresas de fachada e laranjas para abrir contas bancárias e movimentar recursos. Também foram identificadas empresas criadas exclusivamente para emitir notas fiscais frias, com o objetivo de dar aparência de legalidade às vendas.

Segundo a RF, entre os produtos comercializados estavam principalmente eletrônicos, como celulares de marcas como Apple, Samsung e Xiaomi, além de discos rígidos, robôs aspiradores, equipamentos de internet via satélite, aparelhos de ar-condicionado portáteis, perfumes e tintas para impressoras.

A organização criminosa tinha atuação interestadual e transnacional e chegou a operar com cerca de 300 empresas, em sua maioria de fachada, além de dezenas de pessoas físicas envolvidas diretamente no esquema.

De acordo com a Receita, o objetivo da operação é desarticular não apenas a comercialização ilegal, mas também o sistema financeiro e logístico que sustentava o esquema, incluindo práticas de descaminho e lavagem de capitais.

A investigação segue em andamento, e novas apreensões de mercadorias ilegais também estão sendo realizadas durante a operação.

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