Onze mergulhadores fazem buscas por desaparecidos em Capitólio (MG)

Pelo menos duas pessoas que estavam nas lanchas atingidas por um paredão rochoso que despencou no sábado (8/1) ainda não foram encontradas

atualizado 09/01/2022 10:19

Mergulhador do Corpo de Bombeiros de Minas Gerais em busca de vítimas em CapitólioCorpo de Bombeiros de MG/Divulgação

O Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais retomou as buscas por desaparecidos em Capitólio às 5h da manhã deste domingo (9/1). Há, ao todo, 50 pessoas envolvidas na operação, entre bombeiros e militares da Marinha do Brasil.

Entre eles, há 11 mergulhadores do CBMMG especialistas nesse tipo de operação, familiarizados com a área de busca e que contam com equipamentos de mergulho e cilindros reserva.

Veja fotos do acidente:

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A Marinha do Brasil disponibilizou quatro lanchas e três motos aquáticas para o local de buscas, além do apoio de sete viaturas.

Até as 19h de sábado (8/1), mergulhadores trabalharam em busca de vítimas. No entanto, o serviço realizado embaixo d’água foi interrompido quando escureceu pela falta de visibilidade e devido ao risco para os profissionais.

Pelo menos duas pessoas que estavam nas lanchas atingidas por um paredão rochoso que despencou ainda não foram encontradas. Na manhã desta domingo, os militares encontraram mais uma vítima, um homem que ainda não foi identificado. Ao menos oito morreram na tragédia.

Segundo o Corpo de Bombeiros, quatro embarcações foram atingidas, sendo que duas afundaram com o impacto. As vítimas são quatros homens e três mulheres. A identidade delas ainda não foi confirmada.

O acidente aconteceu por volta das 11h, mas os militares demoraram a ser acionados por conta do fraco sinal de telefonia e internet da região.

“Conseguimos fazer o contato com muitas delas. As pessoas que no momento estão desparecidas são das que estavam na lancha de nome Jesus, que foi atingida diretamente pela rocha. Essas três não foram encontradas nem resgatadas”, afirmou o porta-voz do Corpo de Bombeiros de Minas, Pedro Aihara.

Ao Metrópoles, o CBMMG disse que a ocorrência pode ter sido provocada por uma “tromba d’água” (também chamada de cabeça d´água), junto com o deslocamento de pedras.

A cidade de Capitólio fica a 288 km de Belo Horizonte e é conhecida como um dos principais pontos turísticos mineiros por causa de suas belezas naturais. De acordo com as autoridades locais, o cânion tem um tipo de rocha mais suscetível a erosão.

A Marinha do Brasil isolou a área do acidente e abriu investigação, assim como a Polícia Civil de Minas Gerais.

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