Oficial travesti da PM em SC terá "capacidade moral e profissional" investigada
Um conselho composto por três militares homens foi criado para avaliar a "capacidade moral, profissional e a convivência" da major

A primeira oficial travesti da Polícia Militar de Santa Catarina (PMSC) está sendo processada e será investigada pela corporação por supostas condutas consideradas inadequadas. Na segunda-feira (24/4), o governador Jorginho Mello (PL) determinou a constituição de um conselho de militares que vão avaliar a servidora e sua “capacidade moral e profissional”, conforme a publicação no Diário Oficial do Estado (DOE).
A major Lumen Müller Lohn desconhece a justificativa para a abertura do procedimento e afirma que tem a percepção de ser uma medida discriminatória. Três tenentes-coronéis homens devem “avaliar a capacidade moral e profissional e a convivência” da militar, segundo o ato nº 1401/2023 do governo do Estado.
O resultado da apuração pode resultar no arquivamento do processo, na aposentaria compulsória ou expulsão da instituição.
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