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Brasil

"Obrigação de quem vai ficar é concluir", diz Lula a novos ministros

Em reunião ministerial, presidente pediu que os novos titulares mantenham a "máquina funcionando" até o fim do mandato

31/03/2026 11:57, atualizado 31/03/2026 17:32
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Ricardo Stuckert/PR
“Obrigação de quem vai ficar é concluir”, diz Lula a novos ministros

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pediu aos novos ministros, que vão assumir cargos a partir desta terça-feira (31/3), que deem continuidade ao trabalho que vem sendo desenvolvido nas pastas desde o início do governo. Em reunião com auxiliares, o petista afirmou que não é o momento de “inventar” novos programas de governo, mas finalizar as entregas e fazer com que a “máquina siga funcionando”.

“Na saída dos ministérios eu tomei como decisão não ficar colocando ministro novo. Nós temos uma máquina funcionando há três anos e quatro meses. Ela está funcionando. Eu não quero que nenhum ministério comece tudo outra vez. Inventar um novo programa de governo. Não tem um novo programa de governo“, afirmou o presidente.

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Lula frisou que ainda há projetos para concluir até 31 de dezembro, quando termina o mandato. “A obrigação de quem vai ficar é concluir, é fazer com que a máquina siga funcionando sem nenhuma paralisia porque não dá para a gente começar a fazer um novo ministério faltando 9 meses para terminar nosso mandato”, pontuou o petista.

Ao menos 18 ministros devem deixar o cargo para disputar as eleições em outubro. A tendência é que eles sejam substituídos pelos secretários-executivos ou outros nomes que já estão dentro dos ministérios.

Lula confirmou que seu vice, Geraldo Alckmin (PSB), continuará como companheiro na chapa pela reeleição.

Há, no entanto, algumas exceções. O ministro da Pesca, André de Paula (PSD), assumirá o Ministério da Agricultura e Pecuária no lugar de Carlos Fávaro (PSD), que vai disputar o Senado por Mato Grosso.

Já o secretário especial de Análise Governamental da Casa Civil, Bruno Moretti, substituirá Simone Tebet (PSB), ministra do Planejamento e Orçamento, que também deixará o governo para concorrer ao Senado, por São Paulo.