O que os vizinhos dizem sobre a mãe de Gael, acusada de matar o filho

Gael de Freitas Nunes, de 3 anos, foi encontrado com ferimentos pela tia-avó na manhã de segunda-feira (10/5); a mãe, Andréia, está presa

atualizado 11/05/2021 19:53

Gael de Freitas Nunes, menino de 3 anos encontrado morto em São Paulo após possível surto de sua mãeReprodução/ Arquivo pessoal

São Paulo – Os vizinhos de Andréia Freitas, 37 anos, acusada de matar o filho Gael de Freitas Nunes, de 3, se dizem surpresos com o crime ocorrido na manhã dessa segunda-feira (10/5). Na rua onde a família mora, no bairro Bela Vista, região central de São Paulo, conhecidos descrevem a mulher como “boa” e “calma”.

Para José Ivanildo Gomes, dono de um pet shop que recebia com frequência a mãe de Gael, a tragédia é inacreditável. “Ela sempre veio aqui, nunca vi nada de errado com ela, de verdade. O menino era bom, trazia o cachorro, falava comigo, muito educado. Ele tem um jeito parecido com meu filho, de 8 anos”, afirma ao Metrópoles. Andréia, de acordo com ele, ia mais de uma vez por mês ao local levar um cão de estimação, da raça cocker, para tomar banho, sempre acompanhada do filho.

“Eu nunca a vi gritar com ele. Nunca vi nada de errado [no tratamento]. O Gael era um menino saudável, feliz, nunca o vi amuado. Até agora não caiu a ficha do que aconteceu.”

Uma vizinha de prédio da suspeita, que preferiu não se identificar, também se mostrou chocada com o crime. Segundo ela, há poucas crianças no prédio onde Gael teria sido morto pela mãe. “É difícil acreditar. Passei a noite inteira sem dormir”, conta.

0

Um parente de Andréia, que visitou a tia-avó de Gael, Maria Nanete de Freitas, uma idosa de 73 anos, também falou sobre o caso. À reportagem, ele criticou o fato de a mãe ter prestado depoimento na 1ª Delegacia de Defesa da Mulher sob efeito de remédios na madrugada desta terça.

Maria Nanete está sozinha no apartamento onde morava com Andréia, Gael e a irmã do garoto, de 13 anos, desde a manhã do ocorrido.

Mãe era pouco vista nas ruas

Gael estudava em uma creche a cerca de 100 metros do apartamento onde morava. Um comerciante da região disse que via frequentemente a tia-avó levar a criança para a unidade de ensino. Na pandemia, porém, deixou de notar a presença dos dois.

Ele afirma nunca ter visto a mãe levar ou buscar o filho na escolinha. “[A família] não era muito de sair, não”, resumiu ele, que pediu para não ser identificado.

Na porta do condomínio onde a criança de 3 anos morava, uma vizinha deixou um vaso de flores em homenagem. O corpo de Gael será transportado de avião, na manhã de quarta-feira (12/5), para ser enterrado em Prata, município com quatro mil habitantes na Paraíba, onde a família nasceu.

Últimas notícias