O que muda para os alvos de sanções dos EUA por elo com PCC
Três empresas e dois cidadãos brasileiros foram sancionados pelos EUA acusados de conexões com terrorismo e tráfico de drogas

Três empresas e dois cidadãos brasileiros foram sancionados pelo governo dos Estados Unidos por supostas conexões com a facção criminosa PCC, nesta quarta-feira (1°/7).
Os dois cidadãos são Victor Henrique de Oliveira Shimada e Stella Stefanie Nunes Henrique de Oliveira.
Já as três empresas são Victory Trading Intermediação de Negócios Cobranças e Tecnologia Ltda.; Pixwave Soluções de Pagamentos Ltda. e Wave Construções Inteligentes Ltda. Uma empresa portuguesa também foi sancionada.
Todos esses foram sancionados pelo Tesouro americano, de acordo com as Ordens Executivas nº 13.224 e nº 14.059. A primeira foi criada para atingir pessoas e empresas relacionadas ao terrorismo, e a segunda, ao tráfico de drogas.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesEsses decretos presidenciais permitem a imposição das seguintes medidas pelo governo dos EUA:
- Bloqueio de todos os bens e direitos sobre bens que estejam nos Estados Unidos, e prevê que esses bens não podem ser transferidos ou negociados.
- Proibição de quaisquer transferências de crédito ou pagamento entre instituições financeiras sob jurisdição dos Estados Unidos.
- Proibição de qualquer empresa dos EUA de conceder empréstimos ou fornecer crédito.
- Proibição de qualquer operação de câmbio sujeita à jurisdição dos EUA.
- Proibição, a qualquer pessoa dos Estados Unidos, de investir em ou comprar valores mobiliários representativos de capital ou de dívida significativos da pessoa ou empresa sancionada.
Além disso, qualquer violação das sanções podem resultar em penalidades civis ou criminais a pessoas dos EUA e estrangeiras.
As sanções impostas de acordo com a Ordem Executiva nº 13.224 se tornaram possíveis após os EUA classificarem o PCC como uma organização terrorista estrangeira, em maio.
O que os EUA alegam
Os Estados Unidos alegam que os alvos das sanções têm relação com o PCC, facção que o governo americano classificou como a “maior organização terrorista da América Latina”.
Segundo o Tesouro americano, o grupo representa uma ameaça significativa à segurança nacional dos EUA, “já que seus agentes em todo o país, particularmente na Flórida, lavam dinheiro proveniente do narcotráfico e contribuem para um ciclo de criminalidade”.
Os alvos das sanções, segundo o governo americano, se envolvem em tráfico de drogas, contrabando de grandes quantias em dinheiro para cartéis e outras atividades ilícitas para gerar fluxos de receita para o PCC.
De acordo com o que foi investigado pelos EUA, Victor Henrique de Oliveira Shimada lavou mais de US$ 30 milhões em dinheiro sujo gerado em diversas cidades dos Estados Unidos e arredores, usando criptomoedas para transferir fundos de volta ao Brasil em nome do PCC. O Tesouro americano afirma que as três empresas sancionadas são de propriedade dele ou gerenciadas por ele ou por seus interesses.
Já Stella é acusada de ser uma associada próxima e parente de Shimada, trabalhando como secretária e intermediária para a coleta de grandes quantias em dinheiro, fornecendo serviços logísticos para as operações de lavagem de dinheiro.







