O intrigante crime do Castelinho da Rua Apa, que chocou SP, vai virar filme

Crime não solucionado da década de 30 vai se tornar longa; produtores são os mesmos dos filmes de Suzane von Richthofen

atualizado 08/10/2021 15:16

Foto: Diogo Moreira/Wikimedia

São Paulo – Um imóvel com arquitetura inusitada, no centro de São Paulo, ganhou destaque após ser palco de um crime na década de 30 não solucionado até hoje. O chamado Castelinho da Rua Apa segue em pé, pode ser visitado e ganhou fama de assombrado.

O caso que chocou moradores da cidade vai virar um filme, produzido pela Galeria Distribuidora, a mesma dos filmes recentes de Suzane von Richthofen.

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Construída em 1912 pela então influente família Dos Reis, a residência tem como molde castelos franceses, mas com tamanho muito mais modesto. O clã era dono de um cinema localizado nas proximidades do imóvel, o Broadway, na Avenida São João.

Em março de 1937, o patriarca da família e proprietário do terreno, Virgílio César dos Reis, morreu. Maria Cândida Guimarães dos Reis, de 73 anos, e seus dois filhos, Álvaro Guimarães Reis, de 45, e Armando Guimarães Reis, de 43, continuaram vivendo no local até a noite de 12 de maio do mesmo ano, quando foram encontrados mortos dentro da casa.

Os corpos foram baleados e uma pistola automática, encontrada junto a eles. Até hoje, o crime não teve solução, já que houve diferentes versões de policiais e médicos-legistas.

As dúvidas

A versão divulgada pela polícia logo após o assassinato é que Álvaro teria atirado em sua mãe e em seu irmão, devido a uma discordância no destino do dinheiro da família. Já para os médicos, os tiros teriam vindo de Armando, já que havia pólvora em suas mãos.

A história é permeada de mistérios. Os corpos foram achados lado a lado, e, segundo investigadores, não se trata de uma posição típica para situações em que há disparos contra um alvo seguido de homicídio. Além disso, as balas encontradas no corpo de Maria Cândida não condizem com o calibre da arma encontrada no local.

Isso leva a uma nova hipótese, de que o assassinato tenha sido encomendado e que uma quarta pessoa matou a família. Isso pode ter ocorrido por conta da difícil situação financeira do filho mais velho, já que a polícia encontrou papéis assinados por Álvaro, mas não achou seus credores.

A intrigante situação do Castelinho da Rua Apa levou o imóvel a um imbróglio judicial, que acabou passando para as mãos do governo. Hoje, ele é administrado pela ONG Clube das Mães do Brasil. Passou por restauração entre 2015 e 2017, após se ver em estado de abandono durante muitos anos.

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