"O governo federal é ausente no oxigênio e na UTI", diz Rodrigo Garcia
Governo de São Paulo acusa Executivo federal de omissão em leitos de UTI e oxigênio, além de não fazer coordenação sobre kits intubação

São Paulo – O vice-governador de São Paulo, Rodrigo Garcia (DEM), declarou nesta segunda-feira (22/3) que o governo federal deliberadamente não financia leitos de tratamento intensivo (UTI) e não atua ativamente na distribuição de oxigênio em momento de alta de casos e mortes de Covid-19 no Brasil.
Ainda segundo Garcia, o governo federal “está há 28 dias descumprindo decisão do Supremo Tribunal Federal (STF)“.
“O governo federal é ausente no oxigênio e na UTI. E isso de maneira deliberada. Quando mais precisamos, o governo federal abandona o SUS”, declarou Rodrigo Garcia.
O governo estadual também afirma que atualmente apenas 20% dos leitos de São Paulo estão sendo mantidos pelo governo federal, sem incremento de recursos que foi decido em fevereiro pelo STF.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesNo dia 27 de fevereiro, a ministra Rosa Weber atendeu pedido da Procuradoria-Geral do Estado de São Paulo que obriga o Ministério da Saúde a repassar recursos para manter leitos de UTI no estado.

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Segundo o secretário de Saúde de SP, Jean Gorinchteyn, o governo federal também deveria ter um papel de coordenação em âmbito nacional no fornecimento dos kits de remédios necessários para intubação.
“É a mesma falta de coordenação em relação às vacinas e aos respiradores, uma vez que o país inteiro precisa desses kits”, declarou Gorinchteyn, que disse ter mandado ofício ao Ministério da Saúde comunicando a demanda.
Enquanto o órgão federal não se manifesta, a orientação da Secretaria de Saúde de SP é para que equipes médicas substituam os remédios “ideais” por opções que estejam à mão. Jean Gorinchteyn também disse que governo estadual fará compras emergenciais dos remédios que faltam.
Segundo João Gabbardo, coordenador executivo do Centro de Contingência da Covid-19 no estado de São Paulo, que já foi secretário executivo do Ministério da Saúde, “em condições normais, de fato, o Ministério da Saúde não compra e fornece certos insumos, essa aquisição é de responsabilidade de cada ente da Federação”.
“O problema é que não estamos em condições normais, o consumo se elevou de tal forma que os estoques reguladores e o acesso a esses produtos está inviável. Mesmo hospitais privados estão com dificuldades para comprar insumos. Então, é necessário que o governo federal, por meio do Ministério da Saúde e da Anvisa, precisam facilitar a importação e os processos de registro de produtos”, declarou Gabbardo.
Comércio com restrições durante a pandemia em São Paulo, capital


















