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Brasil

"O governo federal é ausente no oxigênio e na UTI", diz Rodrigo Garcia

Governo de São Paulo acusa Executivo federal de omissão em leitos de UTI e oxigênio, além de não fazer coordenação sobre kits intubação

22/03/2021 13:50, atualizado 22/03/2021 15:06
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Vinícius Schmidt/Metrópoles
profissional de saúde de hospital de goiÂnia segura kit de intubação

São Paulo – O vice-governador de São Paulo, Rodrigo Garcia (DEM), declarou nesta segunda-feira (22/3) que o governo federal deliberadamente não financia leitos de tratamento intensivo (UTI) e não atua ativamente na distribuição de oxigênio em momento de alta de casos e mortes de Covid-19 no Brasil.

Ainda segundo Garcia, o governo federal “está há 28 dias descumprindo decisão do Supremo Tribunal Federal (STF)“.

“O governo federal é ausente no oxigênio e na UTI. E isso de maneira deliberada. Quando mais precisamos, o governo federal abandona o SUS”, declarou Rodrigo Garcia.

O governo estadual também afirma que atualmente apenas 20% dos leitos de São Paulo estão sendo mantidos pelo governo federal, sem incremento de recursos que foi decido em fevereiro pelo STF.

No dia 27 de fevereiro, a ministra Rosa Weber atendeu pedido da Procuradoria-Geral do Estado de São Paulo que obriga o Ministério da Saúde a repassar recursos para manter leitos de UTI no estado.

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Demanda de kit-intubação

Segundo o secretário de Saúde de SP, Jean Gorinchteyn, o governo federal também deveria ter um papel de coordenação em âmbito nacional no fornecimento dos kits de remédios necessários para intubação.

“É a mesma falta de coordenação em relação às vacinas e aos respiradores, uma vez que o país inteiro precisa desses kits”, declarou Gorinchteyn, que disse ter mandado ofício ao Ministério da Saúde comunicando a demanda.

Enquanto o órgão federal não se manifesta, a orientação da Secretaria de Saúde de SP é para que equipes médicas substituam os remédios “ideais” por opções que estejam à mão. Jean Gorinchteyn também disse que governo estadual fará compras emergenciais dos remédios que faltam.

Segundo João Gabbardo, coordenador executivo do Centro de Contingência da Covid-19 no estado de São Paulo, que já foi secretário executivo do Ministério da Saúde, “em condições normais, de fato, o Ministério da Saúde não compra e fornece certos insumos, essa aquisição é de responsabilidade de cada ente da Federação”.

“O problema é que não estamos em condições normais, o consumo se elevou de tal forma que os estoques reguladores e o acesso a esses produtos está inviável. Mesmo hospitais privados estão com dificuldades para comprar insumos. Então, é necessário que o governo federal, por meio do Ministério da Saúde e da Anvisa, precisam facilitar a importação e os processos de registro de produtos”, declarou Gabbardo.

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