O general e o canabidiol: Villas Bôas diz que proibição é “hipocrisia”

Ex-comandante do Exército admitiu que teve contato com o derivado da maconha, como alternativa de tratamento para sua doença degenerativa

Rafela Felicciano/MetrópolesRafela Felicciano/Metrópoles

atualizado 04/08/2019 10:29

O general Eduardo Villas Bôas, ex-comandante do Exército e hoje assessor do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) da Presidência da República, defendeu o uso do canabidiol como alternativa medicinal e chamou de “hipocrisia social” as dificuldades de acesso aos doentes que precisam do medicamento para tratamento. A entrevista foi concedida ao SBT, neste sábado (03/08/2019).

O general sofre de uma doença neuromotora degenerativa, e corre o risco de perder a fala. Ele tem testado algumas tecnologias para substituir a voz e para conseguir navegar na internet sem o uso das mãos.

“Eu não entendo por que ao mesmo tempo que tem gente lutando aí, defendendo a legalização da maconha, está tão difícil se obter esses medicamentos para efeito medicinal. Eu acho, de certa forma, até uma hipocrisia social e vejo a luta de algumas pessoas que dependem disso para minimizar sintomas de efeitos de algumas doenças que têm dificuldade”, disse, com uma visível dificuldade pra respirar.

Apesar de ter defendido um dos compostos da maconha, ele afirmou que não chegou a usá-lo. Aos jornalistas, ele contou que vai abrir um  instituto com a filha para ajudar pessoas que sofrem com doenças incapacitantes, assim como a dele.

Com as restrições, Villas Bôas deixou o comando do Exército em janeiro e passou o cargo para o general Leal Pujol. Atualmente, o chefe do GSI é o general Augusto Heleno, braço-direito de Jair Bolsonaro (PSL), que o acompanha em todas as viagens e cerimônias. O órgão é responsável por gerenciar a segurança da presidência da República.

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