“Nunca houve qualquer estremecimento” com China e Índia, diz Bolsonaro

Em live na quinta-feira (21/1), presidente citou "entraves burocráticos" no relacionamento com os dois países

atualizado 22/01/2021 15:39

Bolsonaro viagem ChinaIsac Nóbrega/PR

Após café da manhã com a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) na manhã desta sexta-feira (22/1), o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) negou “qualquer estremecimento” nas relações com a China ou com a Índia.

“Nunca houve qualquer estremecimento nas relações entre Brasil e China e entre Brasil e Índia. A China precisa de nós, nós precisamos da China e o mundo é assim. Jamais fechamos as portas para seja qual país for. Estamos sempre prontos a atender os interesses nacionais e, obviamente, preservar aquilo que temos de mais sagrado, que é a nossa soberania”, disse ele em entrevista transmitida pela CNN Brasil.

Em live na quinta-feira (21/1), o presidente mencionou “entraves burocráticos” com os dois países, mas rechaçou a existência de algum problema de ordem política. “O problema, como o próprio embaixador disse, é burocrático, não é nada político”, afirmou o chefe do Executivo federal.

“Obviamente, converso com autoridades. Tive com o embaixador da Índia na semana passada. Também nossos ministros conversam com o embaixador da China, entre outras autoridades, mas são conversas reservadas”, declarou o mandatário da República.

O presidente se reuniu na manhã desta sexta com deputados federais da bancada do agronegócio. A ministra da Agricultura, Tereza Cristina, também estava presente no encontro, realizado no Palácio da Alvorada.

Tratativas

O Brasil negocia com a China o fornecimento de insumos farmacêuticos para a produção de vacinas contra a Covid-19. Conhecido por IFA, sigla para “ingrediente farmacêutico ativo”, o produto nada mais é que a matéria-prima para a fabricação das vacinas. O insumo virá da China, mas ainda não há data para chegar ao Brasil.

No que se refere à Índia, o governo fazia tratativas para importar 2 milhões de doses daquele país, após uma semana de atraso.

A vacina em questão, desenvolvida pela Universidade de Oxford em parceria com a farmacêutica AstraZeneca, tem eficácia de 70%. No Brasil, será produzida pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

Bolsonaro afirmou que, se a vacina de Oxford/AstraZeneca vinda da Índia chegar ao Brasil nesta sexta-feira (22/1), a distribuição começa no sábado (23/1)O carregamento chega ao país no início da noite.

A carga vinda da Índia será transportada em voo comercial da companhia Emirates ao Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos, e seguirá em aeronave da Azul para o Aeroporto Internacional Tom Jobim/Galeão, no Rio de Janeiro. A partir de então, fica sob responsabilidade da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

A Fiocruz calcula que, ao receber as doses, será necessário pelo menos um dia para analisá-las e rotulá-las antes de entregar as vacinas ao Ministério da Saúde, que é o responsável pela distribuição para todas as unidades federativas.

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