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Brasil

Lula aponta critério "extraordinário" do PAC e crescimento da economia

O Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) é bandeira do novo governo Lula e contemplará 59% dos municípios com novas obras

07/03/2024 10:27, atualizado 07/03/2024 13:41
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Hugo Barreto/Metrópoles
Imagem colorida do presidente Lula, no Planalto, em frente à bandeira do Brasil desenrola - Metrópoles

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou, nesta quinta-feira (7/3), algumas áreas de trabalho do Novo Programa de Aceleração do Crescimento, o PAC. Serão investidos R$ 23 bilhões. Em discurso, o chefe do Executivo ressaltou o diálogo com todos os prefeitos e governadores, independentemente de partidos ou ideologias políticas.

Segundo Lula, o critério de escolha dos projetos do PAC é “uma novidade extraordinária”, porque se baseia nas necessidades de cada região, e não em relações políticas.

“O critério de escolha é sempre muito complicado, poderia ser aleatório, escolher quem eu gosto ou não gosto. Mas fizemos diferente. Tenho muitos problemas dentro do próprio governo, dentro da bancada. E esse é um critério do passado, não posso olhar o prefeito e a filiação dele, se bem que é importante levar em conta. Mas tem de olhar a necessidade do povo, qual região precisa mais?”, pontuou o mandatário.

O presidente disse que o governo busca “o vazio educacional” de cada estado, “senão as obras sempre vão para a região de quem é mais influente. ‘Sou do PT há 40 anos, o prefeito é nosso adversário’, paciência. Aproveita e diz que fui eu que fiz a obra, dispute o espaço”.

O titular do Planalto falou ainda dos planos para fiscalizar as obras pelo Brasil. “Quero saber se tudo que está anunciado aqui está acontecendo. Estou muito otimista com o futuro deste país e o que vai acontecer nos próximos anos. Este ano, a economia vai crescer. Precisamos estar em cima para saber se as coisas estão acontecendo de verdade. O Brasil vive um momento de ouro”, afirmou.

Segundo o Planalto, mais de 6 mil obras, em todos os estados e o Distrito Federal, estão selecionadas para o Novo PAC. As iniciativas cobrirão 59% dos municípios brasileiros.

Para participar do programa, municípios e estados puderam enviar quais melhorias desejavam ver em suas regiões.

Acompanhe o anúncio:

“Da água para o vinho”

O ministro Rui Costa, da Casa Civil, adotou tom político ao discursar no Palácio do Planalto e traçou comparações entre Lula e antecessores, sem citar nomes.

“Mudamos da água para o vinho, do conflito para a cooperação”, pontuou. Rui elogiou a posição do governo de “reconhecer a legitimidade de prefeitos, prefeitas, governadores e governadoras, eleitos de forma legítima pela população de cada município”.

Ao falar novamente no evento, o ministro disse que a próxima rodada de seleção do PAC irá priorizar municípios ainda não contemplados com o projeto, em busca de igualdade social.

Saúde

Antes do anúncio do presidente e de ministros, a comunicação do governo havia informado alguns dos principais pontos na saúde a serem contemplados, como a construção de mais de 50 policlínicas regionais, 1,8 mil Unidades Básicas de Saúde (UBS), 36 maternidades e novas ambulâncias para o Samu.

O Novo PAC investirá em 30 novos centros de parto normal, com cuidados também para puerpério e do recém-nascido, em busca de reduzir a mortalidade materna. Para as obras, serão priorizadas regiões com índices de maior vulnerabilidade social.

Na solenidade, a ministra Nísia Trindade, da Saúde, ressaltou a necessidade de um “SUS fortalecido” e trouxe foco para a saúde mental, “que é uma preocupação mundial constante”.

“O melhor modelo para abordar a saúde mental é nos Centros de Atenção Psicossocial (CAPs), são 150 propostas, quase R$ 400 milhões e contemplando 26 estados e o Distrito Federal”, frisou.

Educação

No âmbito da educação, estão previstas construções de 685 escolas em tempo integral, mais de mil creches e pré-escolas, além de 1,5 mil transportes escolares para alunos de zonas rurais.

Camilo Santana, ministro da Educação, reforçou os “critérios técnicos e justos” para a seleção dos projetos e apontou a necessidade de “iniciar essas obras o mais rápido possível”, já que o investimento garantiria o espaço necessário para a construção de creches e escolas.

O governo federal informou os pagamentos para cada eixo, desde o começo do PAC:

  • R$ 40,04 bi: Cidades Sustentáveis e Resilientes;
  • R$ 9,89 bi: Saúde;
  • R$ 9,24 bi: Educação, Ciência e Tecnologia;
  • R$ 4,84 bi: Água para Todos;
  • R$ 1,21 bi: Infraestrutura Social e Inclusiva.

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