Novo aciona Conselho de Ética contra líder do PT após motim na Câmara
Partido fala em “perseguição política” depois de Lindbergh Farias acionar PGR contra bolsonaristas amotinados, incluindo o líder da bancada
atualizado
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O Novo entrou com uma representação no Conselho de Ética contra o líder do PT na Câmara, Lindbergh Farias (RJ), depois que o petista acionou a Procuradoria Geral da República (PGR) contra os integrantes da oposição que se amotinaram no plenário, dentre eles, o líder da bancada, Marcel van Hattem (RS, na imagem em destaque).
Segundo a legenda, a notícia-crime protocolada por Lindbergh configura uma “perseguição política” e disse que o motim, organizado por parlamentares bolsonaristas em protesto pela prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), foi “legítima, pacífica e ordeira”.
“Estamos representando contra Lindbergh Farias porque entendemos que a quebra de decoro está em tentar criminalizar a atividade parlamentar e em usar as instituições como armas políticas. A obstrução é um direito da oposição”, disse o presidente do partido, Eduardo Ribeiro.
Van Hattem também apresentou a sua defesa à corregedoria parlamentar no processo por suspensão do qual é alvo por participar do episódio. O deputado gaúcho não só participou da ocupação do plenário em protesto pela prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), como também sentou na cadeira da presidência e impediu que Hugo Motta (Republicanos-PB) ocupasse o lugar.
O gesto, segundo Van Hattem, simboliza que trata-se de uma poltrona em que “qualquer um dos 512 deputados federais pode se sentar, e não na do presidente Hugo Motta”.
“O que fizemos foi uma manifestação política legítima, pacífica e ordeira. A tentativa de criminalizar a obstrução parlamentar é um ataque direto contra as prerrogativas da oposição e contra a própria democracia. O pedido da esquerda não tem base jurídica e revela caráter meramente político de perseguição à oposição”, afirmou Van Hattem.
