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Norte e Nordeste lideram aumento da violência contra mulheres

MA e Pará registraram crescimento alarmante nos casos de agressões e feminicídios, segundo relatório da Rede de Observatórios da Segurança

atualizado

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Mulher idosa mostra a mão. Nela está desenhada um X em vermelho pensão
1 de 1 Mulher idosa mostra a mão. Nela está desenhada um X em vermelho pensão - Foto: Breno Esaki/Metrópoles

A violência contra mulheres teve um crescimento expressivo de 2023 para 2024, especialmente nos estados do Norte e Nordeste do Brasil. De acordo com o relatório “Elas Vivem: um caminho de luta”, divulgado pela Rede de Observatórios da Segurança nesta quinta-feira (13/3), Maranhão e Pará foram os estados que registraram os maiores aumentos nos casos de violência de gênero, com crescimentos de 87,1% e 73,2%, respectivamente.

Ao todo, foram registrados 4.181 casos de violência contra mulheres nos nove estados monitorados (AM, BA, CE, MA, PA, PE, PI, RJ, SP) em 2024.

O Maranhão passou de 195 para 365 registros de violência contra mulheres. Os feminicídios também aumentaram, totalizando 54 casos, sendo que 31 vítimas tinham entre 18 e 39 anos.

O Pará, por sua vez, registrou 388 casos de violência, com 63,4% dos crimes cometidos por parceiros ou ex-parceiros. Além disso, o estado teve um alto índice de agressões com armas de fogo e facas, com 96 ocorrências envolvendo armas de fogo e 95 envolvendo facas e objetos cortantes.

Outros estados do Nordeste também apresentaram números preocupantes. O Ceará teve o maior registro de violência contra mulheres dos últimos sete anos, com um crescimento de 21,1% nos casos em relação a 2023.

O estado registrou 45 feminicídios, sendo que a maioria das vítimas tinha entre 18 e 39 anos. No Piauí, o aumento foi de 17,8%, enquanto Pernambuco teve 167 mortes de mulheres, liderando o número de fatalidades na região. Em Teresina, capital piauiense, os números foram particularmente alarmantes, com 101 registros de violência.

“Apesar de importantes avanços ao longo dos anos com a institucionalização dos mecanismos de proteção às mulheres, como as Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher (DEAMs), a Lei Maria da Penha e a tipificação do feminicídio como crime – que deveriam estar mais consolidados e dotados de melhores condições de funcionamento –, a violência contra mulheres e o feminicídio continuam sendo uma realidade alarmante em nosso país”, disse Edna Jatobá, que assina o principal texto desta edição do relatório.

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