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O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Teori Zavascki, 68 anos, morreu no acidente com a aeronave que caiu no Rio de Janeiro na tarde desta quinta-feira (19/1), no mar de Paraty (RJ). A informação foi confirmada pela família do magistrado e pelo Corpo de Bombeiros do Rio de Janeiro. Teori é o relator da Operação Lava Jato no STF.

Às 18h04, Francisco Zavascki, filho do ministro, lamentou a morte do pai em uma postagem no Facebook.

Mais cedo, Francisco pediu preces para o pai: “Por favor, rezem por um milagre”.

Facebook/Reprodução

 

 

De acordo com a Infraero, o bimotor decolou às 13h01 de Campo de Marte, em São Paulo, com destino ao município fluminense. Inicialmente, a informação era de que havia quatro pessoas a bordo. Mais tarde, o número foi retificado para cinco. O avião pertencia ao grupo Emiliano Empreendimentos e Participações Hoteleiras.

Até a noite, segundo o Corpo de Bombeiros, nenhum dos corpos tinha sido resgatado. Chovia muito no momento da queda, que ocorreu a 2km da cabeceira da pista de pouso. Além dos bombeiros, 50 militares e barcos pesqueiros se deslocaram à área do acidente para ajudar no resgate.

 

Segundo o advogado criminalista Antonio Carlos de Almeida Castro, Kakay, um dos outros passageiros era Carlos Alberto Filgueiras, dono do Hotel Emiliano e proprietário da aeronave. Kakay disse à reportagem que confirmou a informação com o filho de Carlos Alberto. À noite, o Grupo Emiliano confirmou a informação e disse que o piloto Se chamava Osmar Rodrigues. Mas a identidade dos outros passageiros não foi divulgada.

 

 

O presidente da República, Michel Temer, e a presidente do STF, ministra Cármen Lúcia, foram informados do acidente logo após a queda da aeronave. A magistrada, que estava em Belo Horizonte, voltou ainda nesta quinta (19) a Brasília para acompanhar as investigações sobre o caso.

Clima de comoção no STF
No Supremo Tribunal Federal, o movimento era grande e o clima, de comoção. Servidores estão emocionados.

Daniel Ferreira/Metrópoles

Currículo
Nascido em Faxinal dos Guedes (SC), em 1948, Teori era bacharel em ciências jurídicas e sociais pela Faculdade de Direito da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Também era mestre e doutor em direito processual.

Teori foi ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) de maio de 2003 a novembro de 2012. Em seguida, tomou posse como ministro do STF. O magistrado foi indicado pela ex-presidente Dilma Rousseff para ocupar a cadeira deixada no STF com a aposentadoria do ministro Cezar Peluso.

A atuação do ministro ganhou maior visibilidade após assumir a relatoria dos processos da Operação Lava Jato na Corte Suprema.

Agora, com a morte do magistrado, a relatoria da Lava Jato deve ficar com o sucessor de Teori. O Regimento Interno do STF diz, no artigo 38, que, em caso de morte, o relator de uma ação na Corte é substituído pelo ministro que for nomeado para a sua vaga.