No intervalo de julgamento, Bolsonaro almoça na Fogo de Chão
Por volta de 12h30, Bolsonaro saiu do STF e almoçou em uma churrascaria na capital da República com advogados e Mário Frias

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) acompanha de perto o julgamento da denúncia contra ele e mais sete aliados no Supremo Tribunal Federal (STF). Durante a manhã desta terça-feira (25/3), Bolsonaro ouviu o relatório de Alexandre de Moraes, acompanhou fala da Procuradoria-Geral da República (PGR) e dos oito advogados em suas sustentações orais.

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Ver todasPor volta de 12h30, Bolsonaro saiu do STF e almoçou em uma churrascaria na capital da República. Bolsonaro e advogados foram a Fogo de Chão. Eles já eram esperados no restaurante com mesa posta. Comeram rapidamente e retornaram à Primeira Turma. Quem também esteve presente no encontro foi o deputado federal Mário Frias.
Bolsonaro foi um dos primeiros a chegar para a segunda parte do julgamento da denúncia. Ele sentou na primeira fileira, mesmo lugar de onde acompanhou a sessão pela manhã. Às 14h10, a sessão foi reiniciada com a leitura de votos de Moraes sobre questões preliminares.
O presidente da Turma no STF, ministro Cristiano Zanin, reservou três sessões para a análise — duas marcadas para começarem às 9h30 e às 14h desta terça, 25 de março; e sessão extraordinária para as 9h30 de 26 de março. A análise definirá se os integrantes do chamado Núcleo 1 da denúncia da PGR, fatiada em cinco partes, devem se tornar réus.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesA sessão desta terça teve início às 9h46, com Zanin explicando os ritos do julgamento. Em seguida, Alexandre de Moraes realizou a leitura do relatório, no qual lista os crimes imputados pela PGR a Bolsonaro e aos outros sete denunciados.
“A organização criminosa, por meio de seus integrantes, direcionou os movimentos populares e interferiu nos procedimentos de segurança necessários, razão pela qual responde pelos danos causados”, destacou Moraes.
Em seguida, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, tomou a palavra. “Os delitos descritos na denúncia não são de ocorrência instantânea. Eles compõem uma cadeia de acontecimentos articulados para que, por meio da força ou da sua ameaça, o então presidente da República Jair Bolsonaro não deixasse o poder ou a ele retornasse, contrariando o resultado das eleições”, afirmou.



