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Brasil

"Nenhum investigado intimidará a PF", diz diretor após live de Eduardo

Andrei Passos afirmou que tomará medidas legais contra filho de Bolsonaro e considerou ataque de Eduardo contra delegados como "covarde"

20/07/2025 19:40, atualizado 21/07/2025 06:38
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Vinícius Schmidt/Metrópoles @vinicius.foto
Imagem colorida do diretor-geral da PF Andrei Rodrigues - Metrópoles

O diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Passos, afirmou que adotará as medidas legais cabíveis após o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) ameaçar investigadores em live na manhã deste domingo (20/7), no YouTube do parlamentar.

Eduardo, além de ameaçar o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, dizendo que um dos objetivos é tirá-lo da Corte, também ameaçou investigadores da PF, entre eles o delegado Fabio Shor, responsável pelo indiciamento contra o ex-presidente na suposta tentativa de golpe.

“Cachorrinho da Polícia Federal que tá me assistindo, deixa eu saber, não. Se eu ficar sabendo quem é você… Ah, eu vou me mexer aqui. Pergunta ao tal delegado Fábio Alvarez Shor se ele conhece a gente”, afirmou Eduardo. “O couro é duro, a guerra não acabou, vai vir mais sacrifício aí pela frente. Eu sei disso, mas eu tô disposto a ir até as últimas consequências. Será que o Barroso tá?”, disse o parlamentar.

Ao Metrópoles, Andrei citou que é importante deixar uma “posição institucional” da corporação sobre o caso, salientando que ninguém irá intimidar a PF em suas investigações.

O diretor apontou que recebeu com “indignação mais essa covarde tentativa de intimidação aos servidores policiais”. “Nenhum investigado intimidará a Polícia Federal”, pontuou Andrei.

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Eduardo Bolsonaro
O deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP)
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Andrei Rodrigues, chefe da PF
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Andrei Rodrigues, chefe da PF

Igo Estrela/Metrópoles @igoestrela
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Igo Estrela/Metrópoles @igoestrela
Eduardo Bolsonaro
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Eduardo Bolsonaro

Reprodução/Eduardo Bolsonaro
O deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP)
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O deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP)

Reprodução/Redes sociais
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Reprodução/X

Live

A live de mais cedo ocorreu no âmbito do fim da licença de Eduardo na Câmara. No vídeo, o parlamentar comenta sobre a carta que publicou após o seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), ser alvo de operação da PF e medidas cautelares impostas pelo STF.

“O tempo todo a gente tem que expor o nível de várzea que é o Moraes com a caneta do STF. O ideal seria ele fora do STF. Trabalharei para isso também, tá, Moraes? Então, quando a gente fala que o visto foi só o começo, é porque o nosso objetivo será te tirar da Corte. Você não é digno de estar no topo do Poder Judiciário. E eu tô disposto a me sacrificar para levar essa ação adiante”, disse Eduardo.

O parlamentar também disse que prefere “morrer no exílio” a ser preso por ordem de Moraes. Durante a live, a filha de Eduardo Bolsonaro, de 4 anos, interage com o pai. Ela brinca com as bandeiras do Brasil e dos Estados Unidos.

Em meio às falas de Eduardo, ele chama a filha e pergunta: “O papai é quê?”. E ela responde: “Animal”. Ele ri e pergunta de novo: “O papai é o quê?”. A menina responde: “Herói”.

Depois, eles cantam uma música: “O papai é o herói. É o melhor papai. É o melhor de todos que eu já vi”, diz a filha de Eduardo. Depois disso, Eduardo diz: “Vocês acham mesmo que eu vou forçar minha família a entrar numa cadeia? Prefiro morrer aqui no exílio”, disse.

Eduardo é alvo de um inquérito no STF pelos crimes de coação no curso do processo, obstrução de investigação de infração penal que envolva organização criminosa e abolição violenta do Estado Democrático de Direito.

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