Mulheres acumulam uma década de habilidades a mais que homens

Segundo estudo do Banco Mundial, apesar de ter mais capital humano, as mulheres não veem todas as suas habilidades aproveitadas no mercado

atualizado 05/07/2022 17:05

Getty Images

Estudo divulgado pelo Banco Mundial mostrou que as mulheres brasileiras estão pelo menos uma década à frente dos homens quando o assunto são as habilidades. Mesmo assim, o mercado de trabalho reverte a vantagem de 7 pontos a mais que homens (0,60 vs. 0,53) e não aproveita todo o potencial feminino.

A análise é feita por meio do Índice de Capital Humano (ICH), que estima a produtividade esperada de uma criança aos 18 anos de idade, em um contexto no qual as condições de educação e saúde permanecem inalteradas.

Com base no ICH, o Índice de Capital Humano Utilizado (ICHU) diz quanto, de fato, está sendo utilizado nos mercados de trabalho formal e informal. Nessa modalidade, a pontuação dos homens é melhor do que a das mulheres (0,40 vs. 0,32), o que significa que mesmo tendo menos habilidades, elas são mais utilizadas.

A produtividade esperada dos homens aos 18 anos, por exemplo, em 2017, era de 54% de todo o seu potencial, o ICH das mulheres já havia atingido 56% dez anos antes, em 2007.

 

Veja o gráfico:

Índices, segundo Banco Mundial

Aspecto racial

No recorte racial, a diferença de ICH entre pessoas brancas e negras, que era de 0,04 ponto em 2007, quase dobrou de tamanho em 12 anos. O aumento médio do índice para pessoas brancas entre 2007 e 2019 foi de 14,6%, enquanto afrodescendentes subiram 10,2%. O percentual de indígenas permaneceu inalterado.

De acordo com o documento, “o mercado de trabalho reverte a vantagem das mulheres sobre os homens na formação e utilização de capital humano”. “Neste contexto, as mulheres afrodescendentes são penalizadas duas vezes: uma devido ao gênero e outra devido a raça”, explica a íntegra da avaliação.

“As mulheres afrodescendentes pontuam 15,7 pontos percentuais abaixo dos homens brancos no ICHU. O mercado de trabalho gera um grande impacto negativo na utilização do capital humano, especialmente para as mulheres afrodescendentes”, diz o texto.

Índices divididos por raça

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