Dois morrem após militares da Venezuela abrirem fogo perto do Brasil

Ao menos 15 pessoas ficaram feridas, quatro delas em estado grave, depois que um grupo tentou cruzar a fronteira rumo ao Brasil

Divulgação/Agência BrasilDivulgação/Agência Brasil

atualizado 22/02/2019 15:43

Soldados venezuelanos abriram fogo, nesta sexta-feira (22/2), contra um grupo de civis que tentava manter aberta uma passagem na região da fronteira entre a Venezuela e o Brasil. Uma mulher e seu marido foram mortos e ao menos 15 pessoas ficaram feridas – 4 em estado grave –, segundo Emilio Gonzalez, prefeito de Gran Sabana, onde aconteceu o incidente.

O ataque aconteceu na manhã desta sexta (22), quando uma escolta militar se aproximou de uma comunidade indígena de Kumarakapai. Os soldados abriram fogo com balas de borracha e gás lacrimogêneo ao verem os voluntários tentando impedir que os veículos fechassem a passagem.

Zorayda Rodriguez, 42 anos, foi morta, representando a primeira fatalidade em uma operação internacional que tenta levar ajuda humanitária ao país, desafiando o governo de Nicolás Maduro. De acordo com informações do deputado opositor Américo De Grazia, um segundo indígena também teria morrido na ação da Guarda Nacional Bolivariana.

Mesmo com a decisão de manter a fronteira fechada, guardas foram autorizados a liberar a passagem de duas ambulâncias que carregavam feridos. Os veículos seguiram para o Hospital Délio Tupinambá, o único de Pacaraima, mas depois saíram com destino ao Hospital Geral de Roraima, em Boa Vista, a 215 km da fronteira.

Segundo afirmou, em publicação no Twitter, o opositor Juan Guaidó, os feridos foram transferidos para um hospital no Brasil porque na Venezuela não há remédios para tratamento médico. (Com informações de agências de notícias e Washington Post)

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