Mulher é achada morta em carro de namorado no RJ: “Irreconhecível”

De acordo com a família, a vítima tinha intenção de terminar o namoro com o homem nos próximos dias, mas companheiro não aceitava a ideia

atualizado 09/12/2022 14:12

Daniele Lyra Arquivo pessoal

A esteticista Daniele Lyra Nattrodt Barros, 38 anos, foi encontrada morta dentro do carro do namorado, Mario Yang, 45, na tarde dessa quinta-feira (8/12) em Bonsucesso, Rio de Janeiro. A mulher estava desaparecida desde a última terça-feira. A Polícia Civil investiga possibilidade de feminicídio.

O advogado do companheiro da vítima foi o responsável por encontrar o corpo de Daniele e contatar a Delegacia de Homicídios da Capital por volta das 17h de quinta. Desde então, agentes de investigação tentam localizar o paradeiro de Mario, principal suspeito do assassinato.

Em depoimento à imprensa, parentes disseram que precisaram identificar o corpo da vítima por foto.

“Ele esquartejou a minha afilhada. O corpo está irreconhecível. No IML, a família nem pôde ver. Reconhecemos apenas por foto de uma das tatuagens dela”, contou a madrinha da vítima, que não quis se identificar.

Suspeito não aceitava término

Daniele morava com o namorado em um apartamento na Zona Norte da capital fluminense há quase quatro anos. Mas, de acordo com a família da mulher, estava insatisfeita com o relacionamento e pretendia terminar o namoro. Mario, por outro lado, não recebeu bem a notícia.

Na terça-feira, a vítima passou a enviar mensagens estranhas para os parentes no WhatsApp.

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“A mãe [da Daniele] começou a estranhar o comportamento, dizia que as mensagens não pareciam ser dela há uns dias. Até que, no dia 6, procurou a delegacia para dar parte do desaparecimento, já que ela não respondia mais”, disse a madrinha ao jornal O Globo.

A família ainda contou à polícia que o parceiro de Daniele a mantinha em cárcere privado desde que a esteticista comunicou a vontade de terminar o relacionamento.

“Esse ser humano, se é que podemos chamar assim, está solto enquanto a família está destruída”, relatou a madrinha. “Desde ontem, a mãe dela está dopada. Quando o efeito do remédio começa a passar, ela só consegue gritar”, completou.

Até a última atualização desta matéria, a Polícia Civil do Rio de Janeiro não possuía atualizações sobre o paradeiro de Mario Yung. O caso segue em investigação.

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