Forças Armadas respeitam Justiça, diz Múcio sobre Bolsonaro

Ex-presidente e outros sete réus são julgados pelo STF por tentativa de golpe de Estado

atualizado

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Divulgação/Ministério da Defesa
Comandante O ministro da Defesa, José Múcio Monteiro
1 de 1 Comandante O ministro da Defesa, José Múcio Monteiro - Foto: Divulgação/Ministério da Defesa

O ministro da Defesa, José Múcio, afirmou, nesta sexta-feira (5/9), que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) não entrou em pauta no almoço do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com militares da ativa e da reserva. Questionado sobre o julgamento de Bolsonaro no STF, Múcio reforçou que as Forças Armadas respeitam a decisão da Justiça.

“Esse assunto não foi tocado […] eu não sei se alguém, cada um explicou a si próprio que a gente não podia tirar a simplicidade do encontro e isso não foi tocado. O problema das Forças Armadas é respeitar a decisão da justiça”, afirmou o ministro da Defesa.

José Múcio pontuou que o julgamento do ex-presidente é uma questão da Justiça e também da política, não cabendo a ele ou as Forças Armadas comentar sobre o tema.

“Esse assunto é um problema da justiça e da política. As Forças Armadas é uma coisa diferente, servem a um país, então nós somos conscientes que tínhamos que passar por isso tudo, estamos serenos e aguardando o veredicto da justiça que será cumprido”, completou o ministro de Lula.

Confira a declaração completa:

A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) começou a julgar em 2 de setembro o ex-presidente Jair Bolsonaro e outros sete réus no processo sobre tentativa de golpe de Estado. Os cinco ministros da Turma analisaram a ação penal sobre suposta trama golpista atribuída ao ex-chefe do Palácio do Planalto que visou anular as eleições de 2022 e mantê-lo no poder.

A Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu a condenação de Jair Bolsonaro pelos crimes de liderança de organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado e dano qualificado pela violência e grave ameaça contra o patrimônio da União, e com considerável prejuízo para a vítima e deterioração de patrimônio tombado.

Enquanto o julgamento do ex-presidente avança, o Congresso Nacional tem discutido uma possível anistia ao ex-presidente e aos demais envolvidos.

Inclusive, o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), chegou a enviar a Jair Bolsonaro uma minuta de um novo projeto de anistia aos envolvidos no 8 de janeiro de 2023, que foram condenados pelo STF.

A coluna de Igor Gadelha, do Metrópoles, mostrou que a proposta seria “light” e com maiores chances de ser aprovada no Congresso Nacional e sem ter o conteúdo contestado no STF.

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