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Brasil

MPSP abre investigação sobre ações policiais na cracolândia

Promotores vão avaliar medidas de saúde e assistência social realizadas pela prefeitura na região, e por que foi usada força policial

16/05/2022 14:21, atualizado 16/05/2022 14:23
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Fábio Vieira/ Metrópoles
Polícias Civil e Militar, a Guarda Civil Metropolitana e funcionários da Prefeitura de São Paulo fazem operação na Cracolândia

São Paulo – O Ministério Público de São Paulo (MPSP) instaurou um procedimento para apurar as operações policiais na cracolândia. Na última quinta-feira (12/5), um dependente químico morreu após ação da PM na região. O órgão quer entender o que tem sido feito na esfera social e de saúde pública, e porque as ações foram comandadas por forças de segurança pública.

A investigação foi aberta por meio de portaria das promotorias de Direitos Humanos, Saúde e Inclusão social, Habitação e Urbanismo e Infância e Juventude.

Raimundo Nonato Rodrigues Fonseca Júnior, 32 anos, foi baleado no peito e morreu durante a operação. Ele foi encontrado caído na rua e socorrido pelo Corpo de Bombeiros. O homem chegou a ser levado para a Santa Casa, mas não resistiu ao ferimento.

Na sexta (13/5), três policiais se apresentaram voluntariamente, dois deles admitindo que dispararam durante a operação. Agora, o DHPP investiga para saber se foi o tiro de um deles que matou Raimundo, e porque o tiro foi disparado.

Os promotores do MPSP vão avaliar como está sendo a internação de dependentes químicos pela prefeitura, os tratamentos que lhe são oferecidos nos locais de internação, os equipamentos de saúde e assistência social da região e as equipes e formas de abordagem que estão sendo feitas junto aos usuários e pessoas em situação de rua na região.

MPSP abre investigação sobre ações policiais na cracolândia - destaque galeria
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Objetivo da operação é combater o tráfico de drogas na Praça Princesa Isabel, no centro da capital paulista, nova localização da  cracolândia
Maconha, crack, cocaína, uma balança e cadernos com anotações também foram apreendidos
Operação na cracolândia para cumprir mandados de prisão e retirar da região as barracas de usuários de drogas
Medida foi adotada na última segunda-feira (18/4)
Usuários de drogas cercados na Praça Princesa Isabel
Polícias Civil e Militar, a Guarda Civil Metropolitana e funcionários da Prefeitura de São Paulo fazem operação na cracolândia
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Fábio Vieira/ Metrópoles
Objetivo da operação é combater o tráfico de drogas na Praça Princesa Isabel, no centro da capital paulista, nova localização da  cracolândia
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Usuários de drogas cercados na Praça Princesa Isabel
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Segundo a administração municipal, objetivo é revitalizar parte da praça
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Prefeitura de SP cercou em 2022 usuários na Praça Princesa Isabel após Cracolândia migrar para o local
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Prefeitura de SP cercou em 2022 usuários na Praça Princesa Isabel após Cracolândia migrar para o local

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Na portaria de instauração do inquérito, os promotores destacam que, antes de maio, a prefeitura “jamais colocou a segurança pública no posto de comando da política pública efetivada na região e tampouco tem como meta a dispersão das pessoas da região da cracolândia para outros pontos da cidade”. E avaliam que a operação da semana passada têm “grande semelhança” com ações policiais anteriores que nunca deram resultado.

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