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MPRJ fará “perícia independente” de corpos após megaoperação

Segundo testemunhas, os cadáveres foram encontrados na área de mata entre os complexos do Alemão e da Penha

atualizado

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Tercio Teixeira/Especial Metrópoles
Megaoperação no Rio de Janeiro. Moradores empilham e fazem contagem de corpos após operação da polícia contra o CV no Rio de Janeiro
1 de 1 Megaoperação no Rio de Janeiro. Moradores empilham e fazem contagem de corpos após operação da polícia contra o CV no Rio de Janeiro - Foto: Tercio Teixeira/Especial Metrópoles

O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) enviou técnicos ao Instituto Médico-Legal (IML) para realizar “perícia independente” dos corpos das vítimas de megaoperção nos complexos do Alemão e da Penha. Durante a madrugada desta quarta-feira (29/10), moradores da Penha levaram 60 cadáveres para a Praça São Lucas.

“O MPRJ informa ainda que técnicos periciais foram enviados ao Instituto Médico-Legal (IML) para a realização de perícia independente, em conformidade com suas atribuições legais. As informações referentes aos desdobramentos da operação foram encaminhadas pelo Plantão de Monitoramento para análise da 5ª Promotoria de Justiça de Investigação Penal Especializada do Núcleo Rio de Janeiro”, informou o órgão.

O comunicado do MPRJ, emitido na manhã desta quarta, também informa que o órgão acompanha de perto os desdobramentos da operação mais letal da história do Rio, que conta com 64 mortos (sendo quatro deles policiais) e 81 presos.

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Cadáveres foram recolhidos por moradores
Megaoperação no Rio deixa mais de 100 mortos
Cadáveres foram deixados na Praça São Lucas, na Penha
Morador retira cadáveres após megaoperação das forças de segurança no Rio
Corpos na praça da Penha, no Rio de Janeiro
Corpos enfileirados na Praça São Lucas
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Corpos enfileirados na Praça São Lucas

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Cadáveres foram recolhidos por moradores
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Cadáveres foram recolhidos por moradores

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Megaoperação no Rio deixa mais de 100 mortos
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Megaoperação no Rio deixa mais de 100 mortos

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Cadáveres foram deixados na Praça São Lucas, na Penha
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Cadáveres foram deixados na Praça São Lucas, na Penha

Morador retira cadáveres após megaoperação das forças de segurança no Rio
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Morador retira cadáveres após megaoperação das forças de segurança no Rio

Corpos na praça da Penha, no Rio de Janeiro
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Corpos na praça da Penha, no Rio de Janeiro

Tércio Teixeira/ Especial para o Metrópoles
Fuzis apreendidos em megaoperação no Rio de Janeiro
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Fuzis apreendidos em megaoperação no Rio de Janeiro

Reprodução/PMRJ
Cerca de 2.500 agentes das policias civil e militar participaram da ação
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Cerca de 2.500 agentes das policias civil e militar participaram da ação

GBERTO RAS/Agencia Enquadrar/Agencia O Globo

O massacre ocorreu devido a um confronto armado da Polícia Civil do Rio de Janeiro (PCERJ) contra membros do Comando Vermelho (CV).

Os corpos estão enfileirados em uma das principais vias do Complexo da Penha, a Praça São Lucas, na Estrada José Rucas. Moradores foram vistos cobrindo os cadáveres e aguardando o recolhimento e transporte de uma Kombi para conduzi-los ao Hospital Estadual Getúlio Vargas.

Segundo testemunhas, os corpos foram encontrados na área de mata entre os complexos do Alemão e da Penha, onde se concentrou a operação. Testemunhas descreveram que alguns corpos apresentam marcas de tiros, perfurações por faca nas costas e ferimentos nas pernas.

Os cadáveres enfileirados ainda foram cercados  por familiares e amigos que tentavam fazer o reconhecimento diante da ausência de informações oficiais.

Guerra urbana com quatro policiais mortos

A ação que mobilizou 2,5 mil agentes consistia em desarticular a estrutura do Comando Vermelho (CV), principal facção do tráfico no estado, e apreender fuzis da organização criminosa. Até o momento, há 81 suspeitos presos, mais de 90 armas apreendidas, incluindo fuzis de guerra e rádios comunicadores, além de 200 kg de drogas.

Apesar do cerco montado pela corporação durante a megaoperação, parte dos criminosos conseguiu escapar por rotas alternativas. Agentes encontraram túneis e passagens camufladas entre casas e muros, usados para fuga coordenada, lembrando a manobra vista há 15 anos, durante a histórica invasão ao Alemão, em 2010.

Entre os 64 mortos, há quatro policiais, que faleceram após serem atingidos durante confrontos em diferentes pontos dos complexos. Os agentes são: Marcus Vinícius Cardoso de Carvalho, comissário da 53ª DP; Rodrigo Velloso Cabral, da 39ª DP; e Cleiton Serafim Gonçalves e Heber Carvalho da Fonseca, ambos da Batalhão Especial de Operações (Bope).

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