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Brasil

MPGO desarticula grupo suspeito de comércio irregular de agrotóxicos

Operação Faixa Vermelha aponta que suspeitos são especializados também em falsificação de produtos e documentos em Goiás e Tocantins

07/04/2022 11:17, atualizado 07/04/2022 12:39
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Reprodução: MPGO
Agrotóxicos comercializados irregularmente em Goiás

Goiânia – O Ministério Público de Goiás (MPGO) deflagrou, na manhã desta quinta-feira (7/4), uma operação para apurar a atuação de suposta organização criminosa especializada na comercialização irregular e falsificação de agrotóxicos. O grupo, segundo a investigação, também é suspeito de atuar com documentação falsa.

Dados preliminares apontam que apenas uma das empresas do grupo investigado registrou, desde 2018, aproximadamente R$ 114 milhões em comercializações suspeitas de defensivos agrícolas.

Batizada de Faixa Vermelha, a operação cumpre 6 mandados de prisão preventiva e 34 mandados de busca e apreensão nos municípios de Goiânia, Aparecida de Goiânia, Senador Canedo, Guapó, Novo Gama e Palmas (TO).

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Maquinário usado para comercialização de agrotóxico irregular em Goiás
Máquinas são usadas para produção irregular de agrotóxicos em Goiás
MPGO deflagra operação contra falsificação e comercialização de agrotóxicos em Goiás
Agrotóxicos comercializados irregularmente em Goiás
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Agrotóxicos comercializados irregularmente em Goiás

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Máquinas são usadas para produção irregular de agrotóxicos em Goiás
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Máquinas são usadas para produção irregular de agrotóxicos em Goiás

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MPGO deflagra operação contra falsificação e comercialização de agrotóxicos em Goiás
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MPGO deflagra operação contra falsificação e comercialização de agrotóxicos em Goiás

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Os mandados foram expedidos pela 1ª Vara Estadual dos Feitos Relativos a Delitos Praticados por Organização Criminosa e Lavagem ou Ocultação de Bens Direitos e Valores.

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Cadeia

De acordo com a operação, o suposto grupo criminoso possui empresas ligadas à toda a cadeia de produção e venda de agrotóxicos e que atuam em diferentes etapas da produção dos defensivos agrícolas. O processo vai desde a aquisição de insumos, fabricação, armazenamento, transporte e posterior comercialização ilegal.

Há suspeitas de que o grupo comercialize produtos domissanitários para utilização na agricultura sem autorização legal, além de falsificar e comercializar agrotóxicos de diversas empresas, valendo-se de uso de documentação fiscal inidônea.

Danos ambientais

As condutas investigadas, segundo o MPGO, causam graves danos ao meio ambiente e à saúde pública, principalmente em razão dos riscos derivados de aplicação de produtos tóxicos em lavouras e alimentos sem o devido controle dos órgãos competentes.

Para cumprimento das ordens judiciais em Goiás, participam da operação 26 promotores de Justiça, 89 servidores, 3 delegados de polícia, 8 agentes, 88 policiais militares, 7 servidores da Secretaria de Economia e 4 peritos da Polícia Técnico-Científica. No Tocantins, a execução dos mandados contou com a cooperação do Ministério Público daquele Estado.

A Polícia Civil, por meio da Delegacia Estadual de Repressão a Furtos e Roubos de Carga (Decar), a Polícia Militar de Goiás, a Secretaria de Estado da Economia e a Polícia Técnico-Científica apoiam a operação.