MPF recomenda ampliar vagas para mulheres na Escola do Exército

Segundo o MPF, editais recentes ofertaram menos de 10% das vagas na escola preparatória de cadetes para mulheres

atualizado

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operação militar formosa 2024 exercito marinha fuzileiros navais
1 de 1 operação militar formosa 2024 exercito marinha fuzileiros navais - Foto: Hugo Barreto/Metrópoles (@hugobarretophoto)

O Ministério Público Federal (MPF) enviou nesta semana uma recomendação ao Exército para que corrija desigualdades na oferta de vagas para mulheres na Escola Preparatória de Cadetes do Exército (EsPCEx).

O órgão recomendou que o Exército elabore, no prazo de 90 dias, um planejamento para corrigir as distorções e ampliar gradualmente a participação feminina nos concursos ao longo dos próximos cinco anos. A instituição também deverá informar, em até 30 dias, se acatará ou não a recomendação.

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Dos 3.000 militares em treinamento, 73 são soldados fuzileiros navais femininas formados neste ano
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Forças-Armadas recebem quase 1,5 mil mulheres para incorporar no Serviço Militar
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A recomendação foi emitida pela Procuradoria Regional dos Direitos do Cidadão no Rio de Janeiro, em um inquérito que apura desigualdade no acesso de candidatas às vagas da instituição.

Segundo o MPF, editais recentes mantêm a oferta de 440 vagas, das quais 400 são destinadas a homens e apenas 40 a mulheres, o que representa menos de 10% do total. Para o órgão, a repetição desse modelo indica “continuidade da discriminação de gênero e a falta de esforços para possibilitar a ampliação das vagas femininas”.

Durante a apuração, o Exército afirmou que a reserva de vagas para mulheres é uma política afirmativa implementada de forma gradual. No entanto, também informou que “não há, no momento, planejamento para a ampliação da oferta de vagas para candidatas”.

O MPF destaca que a limitação pode violar princípios constitucionais, como a igualdade entre homens e mulheres e o amplo acesso a cargos públicos. O documento cita entendimento do Supremo Tribunal Federal (STF) de que “é inconstitucional a interpretação de norma […] que impeça candidatas do sexo feminino de concorrer à totalidade das vagas ofertadas no concurso público”.

O Metrópoles procurou o Exército para saber se a instituição pretende acatar a recomendação do MPF, mas não obteve resposta até a última atualização desta reportagem. O espaço segue aberto.

Na quarta-feira (1/4), Cláudia Lima Gusmão Cacho tornou-se a primeira mulher a alcançar o posto de general na história do Exército brasileiro. A posse foi realizada em cerimônia no Clube do Exército, com a presença do ministro da Defesa, José Múcio.

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