Exército Brasileiro terá a primeira mulher general da história

A coronel médica Cláudia Lima Gusmão Cacho é a primeira mulher a se tornar general da história do Exército Brasileiro

atualizado

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Divulgação/Exército Brasileiro
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1 de 1 foto-exercito-1200×800 - Foto: Divulgação/Exército Brasileiro

A coronel médica Cláudia Lima Gusmão Cacho, 57 anos, vai se tornar a primeira mulher a ocupar o cargo de general no Exército Brasileiro.  A oficialização será feita nesta quarta-feira (1º/4), em cerimônia realizada no Clube do Exército (Clubex), em Brasília.

A militar, moradora do Distrito Federal, havia sido indicada mediante votação, em 24 de fevereiro, e estava aguardando a confirmação da nomeação por parte do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O cargo de general é a patente mais alta no Exército, integrante do círculo de Oficiais-Generais, responsável pelo comando de grandes unidades (brigadas, divisões) e planejamento estratégico. No Brasil, a carreira exige cerca de 35 anos de serviço.

Na cerimônia, a médica receberá a espada de general e o bastão de comando, que simbolizam o rito de passagem e a mudança da patente. A farda também ganhará novas medalhas.

A solenidade deve contar com a presença de autoridades, como Alto-Comando do Exército, Ministério da Defesa, além de outros generais.

Além de Cláudia, outros militares também serão consagrados com a promoção de cargo, sendo 17 coronéis a general de brigada; 11 generais de brigada a general de divisão; e 2 generais de divisão a general de Exército.

A nova general contou que representa todas as mulheres no Exército e aquelas que desejam entrar nesse meio, e que a ocupação na patente mais alta não aconteceu por ela ser mulher, mas sim pelos trabalhos feitos ao longo da carreira.

Quem é Cláudia Gusmão

Natural de Recife (PE), Cláudia Gusmão é médica pediatra. Ela ingressou no Exército em 30 de janeiro de 1996, onde construiu a carreira na área de saúde da Força.

Ao longo da trajetória, foi diretora do Hospital de Guarnição de Natal e o Hospital Militar da Área de Campo Grande.

Também atuou como chefe do Escalão de Saúde do Comando da 1ª Região Militar e como chefe da Divisão de Perícias Médicas da Inspetoria de Saúde do Comando Militar do Nordeste, entre outras funções. Formada em Medicina pela Universidade de Pernambuco (UPE), é casada e mãe de duas filhas.

A indicação é considerada um marco histórico para as Forças Armadas. Nas últimas décadas, a presença feminina nos quadros militares — inclusive em funções de comando — vem sendo ampliada gradualmente.

Alistamento feminino

Pela primeira vez, jovens mulheres participam da Seleção Complementar do Serviço Militar Inicial Feminino (SMIF) em Brasília. A etapa, foi realizada no dia 4 de fevereiro, no Centro de Seleção das Forças Armadas, no Setor Militar Urbano (SMU), definirá parte das candidatas que serão incorporadas ao Exército Brasileiro. O general João Felipe Dias Alves, comandante Militar do Planalto disse durante conversa com jornalista que o alistamento voluntário feminino é um momento histórico para o Exército Brasileiro.

A seleção começou em 2025 com 1.400 vagas no Brasil, 997 foram convocadas para a Seleção Complementar. No Distrito Federal, 680 mulheres se inscreveram para o alistamento voluntário, mas apenas 182 serão incorporadas à Força Armada.

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