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Brasil

MPF apura bloqueio de mulheres trans em programa feminino do MEC

Em curso profissionalizante do MEC para mulheres, as trans que ainda não ratificaram os nomes não conseguem se matricular

08/07/2024 20:00, atualizado 08/07/2024 20:59
Reprodução/Sinpsi-SP
Imagem colorida mostra a bandeira trans, que pode ser usada na marcha trans - Metrópoles

O Ministério Público Federal (MPF) apura um bloqueio a mulheres trans em um curso profissionalizante do Ministério da Educação (MEC) voltado para mulheres. O procedimento administrativo foi aberto após denúncia do Governo do Acre, que comunicou que o instituto que executa o “Programa Mulheres Mil” no estado não consegue matricular mulheres trans que ainda não ratificaram seus nomes.

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De acordo com a Secretaria de Estado da Mulher do Acre, o formulário do Instituto Estadual de Educação Profissional e Tecnológica (Ieptec) só aceita nomes femininos no formulário de inscrição.

O MPF enviou ofício ao Ieptec para que informe sobre a suposta negativa de inscrição de pessoas trans em um prazo de 10 dias.

No documento, o MPF destaca a decisão liminar proferida na Ação Civil Pública nº 1000646-09.2024.4.01.3000, que determinou à União que adotasse modelo da nova carteira de identidade sem o campo “sexo” e com previsão do campo “nome”, sem distinção entre “nome social” e “nome civil”, e, ainda, a inclusão do campo “nome social” de maneira precedente ao “nome de registro” nos cadastros administrativos federais.

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