MP nomeia promotor para seguir caso de policiais suspeitos de execução

O órgão acompanha o caso dos policiais André Chaves da Silva e Danilton Silveira da Silva, presos após matar dois jovens dentro de um carro

atualizado 14/06/2021 22:32

Policias matam dois suspeitos de roubo após suposto confronto em São PauloReprodução

São Paulo – O promotor de Justiça Thomas Mohyico Yabiku será responsável por acompanhar o caso dos dois policiais militares investigados por matar dois homens dentro de um carro em São Paulo.

O nome de Yabiku foi indicado após determinação do procurador-geral de Justiça, Mario Sarrubbo, nesta segunda-feira (14/6).

“Yabiku vai oficiar, até distribuição, nos autos do inquérito policial de nº 2156464/2021 (IP DH nº 415/2021), em trâmite no DHPP e distribuído para a Equipe E-Sul da 1ª Delegacia desta Especializada”, disse, em nota, o Ministério Público de São Paulo (MPSP)

O sargento André Chaves da Silva e o soldado Danilton Silveira da Silva mataram Felipe Barbosa da Silva, 23 anos, e Vinícius Alves Procópio, 19 anos, em Santo Amaro, zona sul de São Paulo, na quarta-feira (9/6).

As vítimas eram suspeitas de assalto e não dispararam, mas foram encontradas com mais de 50 perfurações de balas nos corpos.

Um vídeo que circula nas redes sociais mostra os policiais atirando à queima-roupa no interior de um Onix branco. É possível ouvir ao menos 12 disparos. Um terceiro PM atendeu a ocorrência, mas não chegou a atirar.

De acordo com a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP), policiais do 1º Batalhão da Polícia Militar deram voz de parada aos homens que teriam participado de um roubo.

Os suspeitos teriam fugido pelas ruas do bairro até colidirem contra um poste de sinalização. Ainda segundo a SSP-SP, os oficiais tentaram realizar uma nova abordagem, mas um dos homens teria disparado contra os agentes. Os PMs alegam que agiram em “legítima defesa”.

O vídeo gravado, porém, não exibe troca de tiros entre os policiais e os suspeitos. No domingo, os policiais André e Danilton foram presos preventivamente após determinação da Justiça Militar.

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