MP denuncia 13 PMs por remover corpos e alterar cena de operação no RJ

Eles são acusados de fraude processual. A pena máxima para o crime é de dois anos de detenção. Os agentes não foram denunciados pelas mortes

atualizado 10/06/2021 15:09

Rio de Janeiro – O Ministério Público do estado denunciou 13 policiais militares por removerem nove corpos de dentro de uma residência durante operação na comunidade do Fallet-Fogueteiro, no Catumbi, região central da cidade, em 8 de fevereiro de 2019.

Eles vão responder pelo crime de fraude processual por terem deixado de preservar o local em prejuízo das investigações e removerem indevidamente todos os cadáveres. A pena máxima é de dois anos de reclusão. De acordo com a denúncia, a remoção induziu a erro perito criminal.

Os fatos ocorreram ao fim de um violento confronto na residência. Na condição de superior hierárquico no dia da operação no local, o denunciado Geilson Henrique Anastácio da Silva responderá por omissão, já que tinha por lei o dever de vigilância sobre a ação de seus comandados.

Na época, a operação no Fallet terminou com 14 mortos no total, em vários pontos da comunidade. A perícia feita na casa onde os nove homens foram alvejados pelos PMs aponta que as vítimas foram arrastadas por três andares, após serem baleadas.

Há dois meses, o MP decidiu arquivar o inquérito que investigava os mesmos policiais pelo homicídio dos nove homens sob o argumento de legítima defesa.

Leia a íntegra da denúncia:

Denúncia IPM by Metropoles on Scribd

Últimas notícias