MP denuncia 13 PMs por remover corpos e alterar cena de operação no RJ
Eles são acusados de fraude processual. A pena máxima para o crime é de dois anos de detenção. Os agentes não foram denunciados pelas mortes
Rio de Janeiro – O Ministério Público do estado denunciou 13 policiais militares por removerem nove corpos de dentro de uma residência durante operação na comunidade do Fallet-Fogueteiro, no Catumbi, região central da cidade, em 8 de fevereiro de 2019.
Eles vão responder pelo crime de fraude processual por terem deixado de preservar o local em prejuízo das investigações e removerem indevidamente todos os cadáveres. A pena máxima é de dois anos de reclusão. De acordo com a denúncia, a remoção induziu a erro perito criminal.

Receba no seu email as notícias de Boletim Metrópoles
Frequência de envio: Diário
Ver todasOs fatos ocorreram ao fim de um violento confronto na residência. Na condição de superior hierárquico no dia da operação no local, o denunciado Geilson Henrique Anastácio da Silva responderá por omissão, já que tinha por lei o dever de vigilância sobre a ação de seus comandados.
Na época, a operação no Fallet terminou com 14 mortos no total, em vários pontos da comunidade. A perícia feita na casa onde os nove homens foram alvejados pelos PMs aponta que as vítimas foram arrastadas por três andares, após serem baleadas.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesHá dois meses, o MP decidiu arquivar o inquérito que investigava os mesmos policiais pelo homicídio dos nove homens sob o argumento de legítima defesa.
Leia a íntegra da denúncia:
Denúncia IPM by Metropoles on Scribd



