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MP denuncia padre Robson por organização criminosa e lavagem de dinheiro

Além do religioso, outras 17 pessoas são investigadas pelo MP, incluindo familiares do padre. A defesa nega as acusações

atualizado

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Divulgação/ Afipe
Fotografia colorida. Padre Robson aparece orando com os braços levantados para cima e os olhos fechados
1 de 1 Fotografia colorida. Padre Robson aparece orando com os braços levantados para cima e os olhos fechados - Foto: Divulgação/ Afipe

O Ministério Público de Goiás (MP-GO) denunciou, nessa segunda-feira (7/12), o padre Robson de Oliveira e mais 17 pessoas por organização criminosa, apropriação indébita, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro doado por fiéis à Associação Filhos do Pai Eterno (Afipe).

Segundo os promotores, o padre comandava o esquema que desviava as doações. O religioso sempre negou as acusações.

Quanto a denúncia do Ministério Público, a defesa do padre garante que não há nada de novo e reafirmou que o padre é inocente. Já a Afipe disse que confia na Justiça e espera que, ao final do processo, todas as dúvidas sejam esclarecidas. As informações são do portal G1.

A denúncia à Justiça surgiu da Operação Vendilhões, que cumpriu mandados em agosto deste ano para apurar os desvios. Segundo as investigações, o dinheiro teria sido usado para comprar bens como fazendas e casa na praia. O valor deveria ser destinado para a construção da nova basílica, que ainda está em fase inicial de obras, em Trindade (GO).

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Promotores de Justiça afirmam que o padre Robson comandava a organização criminosa e transferia grandes valores para empresas. A ideia seria utilizar o dinheiro das entidades como seu, sem prestar contas nem se submeter às regras associativas.

Em nota encaminhada ao Mais Goiás, parceiro do Metrópoles, o advogado Pedro Paulo de Medeiros, que representa o padre Robson, destacou que “como nada há de novo, além das mesmas tentativas do Ministério Público em querer opinar sobre assuntos internos de uma entidade privada, a defesa segue tranquila aguardando a confirmação pelo Superior Tribunal de Justiça da decisão já tomada pela unanimidade do Tribunal de Justiça, que reconheceu que Padre Robson é inocente e trancou as investigações”, diz o texto.

O portal não conseguiu contato com a defesa dos demais citados. O espaço permanece aberto para manifestação.

Os quatro núcleos

Segundo o MP, a organização de Robson era dividida em quatro núcleos: Operacional, Laranjas, Beneficiários e Cabriny. Todos os citados são investigados.

  • Núcleo operacional

São investigados Rouane Caroline Azevedo Martins, apontada como braço direito do padre Robson; Anderson Reiner Fernandes, suspeito de auxiliar nas atividades lícitas e ilícitas, organizar fraudes e mais; Gustavo Leonardo Naciff, suspeito de realizar as negociações de imóveis rurais; José Pereira César, suspeito de atuar para apagar rastros criminosos, criar justificativas contábeis e mais; e Paulo César Campos Correa: suspeito de comandar uma rede de empresas de comunicação.

  • Núcleo das Laranjas

O MP afirma que esse núcleo é formado por pessoas que cediam seus nomes para realizar negócios, seja na aquisição de bens – casas, lotes, apartamentos, empresas – ou para ocultar movimentações financeiras criminosas.

São investigados Celestina Celis Bueno, Rodrigo Luis Mendoza Martins Araújo, Ana Verônica Mendoza Martins e
Anderson Matheus Reiner Fernandes.

  • Núcleo dos Beneficiários

Promotores dizem que esse núcleo é formado por familiares de Robson. Eles receberam e usufruíram, segundo o MP, da posse de imóveis pagos com o dinheiro desviado.

São eles: Elice de Oliveira Pereira (mãe), José Celso Pereira (pai), Adrianne de Oliveira Pereira (irmã), Jeferson de Oliveira Pereira (irmão) e Joselice de Oliveira Pereira Carvalho (irmã).

  • Núcleo da família Cabriny

O MP alega que três irmãos da família Cabriny auxiliavam Robson na prática de diversos crimes. Eles possuem empresas, dentre elas a GC Construtora e Incorporadora, que, segundo os promotores, era utilizada para desviar patrimônio da associação mediante a celebração de negócios jurídicos simulados.

São investigados Onivaldo Oliveira Cabriny Costa Júnior, Gleysson Cabriny de Almeida Costa e Bráulio Cabriny de Almeida Costa.

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