Mourão sobre falas de Bolsonaro: “Não me compete comentar declarações dele”
Em coletiva, o vice-presidente respondeu perguntas dos jornalistas referentes à suspensão da Coronavac, crise no Amapá e eleições nos EUA
atualizado
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Na manhã desta terça-feira (10/11), o vice-presidente da República, Hamilton Mourão (PRTB), reafirmou em coletiva de imprensa no Palácio do Planalto acreditar que o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) está apenas aguardando o fim do “imbróglio” sobre as eleições dos Estados Unidos, para ser pronunciar.
“Sobre isso, é apenas minha visão, eu apenas acho que ele está aguardando”, disse Mourão. A imprensa e as agências de notícias anunciaram Joe Biden como vencedor. O atual presidente americano, Donald Trump, porém, não aceita a derrota e segue com a judicialização do pleito.
Perguntado sobre reação de Bolsonaro acerca da suspensão da vacina Coronavac, Mourão afirmou que não comentaria as declarações dele. Ele também voltou a falar sobre a suspensão.
“Em relação à vacina, vocês sabem que todo e qualquer processo de vacina sofre avanços e recuos. Vale lembrar que a outra vacina de Oxford também teve sua testagem interrompida quando houve um óbito nas pessoas do grupo que estavam sendo submetidas ao teste. É o mesmo procedimento com essa, tem de ser analisado até porque, de acordo com os dados disponíveis, a pessoa não estava com o Covid-19.”, contextualizou.
“Vou responder como eu já disse algumas vezes: eu sou vice-presidente do presidente Bolsonaro, não me compete comentar as declarações dele”.
Amapá
Sobre a questão do apagão no estado do Amapá, Mourão disse que “a energia na Amazônia é uma questão séria. Nós temos o estado de Roraima, que não é integrado ao Sistema Nacional de Energia. O Amapá tem suas próprias fontes de energia, as hidrelétricas, mas são linhas de transmissão não totalmente confiáveis, no caso de acontecer um acidente como aconteceu”.
“Só pra terem um ideia, quando eu morava em Manaus, no ano de 1997, nós passamos um ano inteiro com racionamento, menos seis horas de luz, todos os dias. Manaus era abastecida pela hidrelétrica de Balbina, Balbina secou e era complementada por termelétricas. Então, deu problema nas duas e a cidade ficou numa situação complicada. A questão de energia na Amazônia é complicada.”
Mourão finalizou a coletiva afirmando saber que “os equipamentos que precisam ser levados até o Amapá são pesados e que não podem ser levados em balsas comuns, são problemas de logística que se enfrenta.”, argumentou.








