Mourão: maior erro do governo foi não fazer campanha firme sobre Covid

Em entrevista à GloboNews, vice-presidente fugiu de questionamentos sobre Bolsonaro e fez elogios a Pazuello

atualizado 23/06/2021 11:12

Metrópoles/ Rafaela FeliccianoRafaela Felicciano/Metrópoles

Em entrevista ao programa Roberto D’Avila, da GloboNews, nesta terça-feira (22/6), o vice-presidente Hamilton Mourão (PRTB) criticou a postura do Planalto no enfrentamento ao coronavírus. Para ele, o “maior erro” do governo foi não ter feito uma campanha “firme” para orientar a população sobre a Covid-19.

“Eu vou dizer para ti qual é o nosso maior erro, na minha visão: a questão de comunicação desde o ano passado. De campanhas de esclarecimento à população. Acho que esse foi o grande erro, uma campanha de esclarecimento firme, como tivemos no passado, de outras vacinas, mas uma campanha de esclarecimento da população sobre a realidade da doença, orientações o tempo todo para a população. Eu acho que isso teria sido um trabalho eficiente do nosso governo”, afirmou.

Mourão evitou criticas à postura de Jair Bolsonaro (sem partido) no enfrentamento à pandemia. “O presidente tem a visão dele. Eu não coloco nas costas do presidente essas coisas que têm acontecido. Não é tudo nas costas dele. Cada um tem a sua parcela de erro nesse pacote todo aí. É um país desigual: desigual regionalmente e desigual socioeconomicamente. É um país continental.”

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Já sobre os militares envolvidos diretamente na política, o vice-presidente classificou como “missão constitucional” de “defesa da pátria”. Mourão, no entanto, não criticou a presença do ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello em um evento em apoio a Bolsonaro. Pazuello é general da ativa e não poderia comparecer a eventos políticos, por regras militares, mas acabou não sendo punido pela atitude.

“Pazuello, eu conheço, tenho apreço, me ajudou em momentos difíceis. O Pazuello deveria ter compreendido que estava em função política (ao ocupar o ministério), já tinha atingindo o patamar mais elevado (na hierarquia do Exército) e era hora de ir para a reserva. Teria mais liberdade de manobra para trabalhar. É o ponto focal da questão”, disse.

O vice-presidente também comentou sobre as polêmicas envolvendo o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles. “Trabalhar com pessoas não é simples. […] A função que tenho no conselho é para criar sinergia. Palavra-chave é ‘cooperação’. Compete a mim fazer trabalho de conhecimento, dizer: ‘Vamos agir da forma correta'”, afirmou na entrevista.

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