Motta sinaliza novo relator para anistia, e aliados traçam perfis

Aliados indicam que presidente da Câmara pode apontar em breve um deputado, de perfil moderado, para construir um texto consensual

atualizado

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Hugo Motta
1 de 1 Hugo Motta - Foto: Breno Esaki/Metrópoles

O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), deve anunciar em breve um novo relator para o projeto de anistia aos condenados por tentativa de golpe de Estado. Segundo interlocutores, um dos nomes aventados é o do deputado Tião Medeiros (PP-PR).

Tião é visto como bolsonarista, mas com bom trânsito no Centrão. Ao mesmo tempo, há também busca por um nome conservador do Nordeste, mas de perfil moderado.

Hoje o projeto de anistia está na mesa do deputado Rodrigo Valadares (União-SE). O parlamentar passou a ser visto como “bolsonarista demais” para construir um texto consensual, principalmente diante da resistência do Centrão a uma proposta que beneficie o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Uma ala do PL quer manter Valadares na relatoria, pois considera que o deputado tem capacidade técnica e política para construir um texto com chances de aprovação em plenário. Esse grupo entende, porém, que uma troca de relator poderia sinalizar uma disposição de negociação.

A cúpula do partido tem tentado deixar Motta confortável pela mudança, e diz que tem mantido uma certa distância do assunto quando trata com o presidente da Câmara. Os bolsonaristas não querem dar motivos para que a anistia não seja pautada, pois consideram que o motim de agosto mais atrapalhou que ajudou o chefe da Casa a olhar o projeto com mais carinho.

A proposta é antiga, mas voltou à discussão diante do julgamento de Bolsonaro e aliados por suposta tentativa de golpe de Estado. O caso está sob análise no Supremo Tribunal Federal (STF), e a sentença deve ser dada até a próxima sexta-feira (12/9).

Anistia light ou para Bolsonaro

Há uma dicotomia ao tratar do tema. A oposição sente que há espaço para aprovação de uma versão do texto que beneficie Bolsonaro, já na expectativa de condenação pelo STF. Já o Centrão quer se livrar logo do assunto e votar a proposta, mas excluindo qualquer benefício a quem planejou e coordenou a suposta tentativa de golpe.

Os presidentes do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), e da Câmara, Hugo Motta, querem desacelerar a discussão do projeto de anistia. Em tons diferentes, os chefes do Legislativo indicaram que qualquer definição acontecerá, somente, após a análise do caso na Suprema Corte.

Há acordo para a votação do requerimento de urgência da proposta, que permitiria uma análise do projeto diretamente em plenário. Mas a ala majoritária do Centrão aponta que um perdão a Bolsonaro, principalmente com o retorno da sua elegibilidade, não passaria numa votação.

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