Motta segue Alcolumbre e reforça manutenção do recesso parlamentar

Presidente da Câmara vetou a realização de reuniões de comissões depois do PL tentar mobilização em prol de Bolsonaro

atualizado

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Marina Ramos / Câmara dos Deputados
Presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB)
1 de 1 Presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB) - Foto: Marina Ramos / Câmara dos Deputados

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB) confirmou, nesta sexta-feira (18/7), a manutenção do recesso parlamentar e vetou a realização de reuniões das comissões. A declaração se deu depois do PL tentar mobilizar as comissões para promover ações a favor de Jair Bolsonaro (PL)- alvo de uma ação da Polícia Federal (PF).

O presidente da Comissão de Segurança Pública, Paulo Bilynskyj (PL-SP), convocou os deputados para terça-feira (22/7) às 10h. Ao Metrópoles, o congressista disse que a nota emitida por Motta não é um ato oficial da mesa e que, até então, a convocação está mantida.

A Oposição queria suspender o recesso como um todo e acelerar a tramitação de projetos que miram a atuação do Supremo Tribunal Federal (STF). Limitação de decisões monocráticas, fim do foro privilegiado e a instalação da CPI do Abuso de Autoridade. O líder da bancada, Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), também quer adiantar a tramitação da anistia.

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), também se manifestou contrário à interrupção do recesso parlamentar, que começa nesta sexta-feira. O Congresso deverá retomar as atividades em 4 de agosto.

Operação da PF

A Polícia Federal esteve, na manhã desta sexta-feira (18/7), na casa de Bolsonaro e na sede do PL em Brasília para cumprir mandados de busca e apreensão. O ex-chefe do Executivo também teve que colocar tornozeleira eletrônica por determinação do ministro Alexandre de Moraes.

Foram apreendidos um pendrive, dinheiro em espécie e o celular do ex-presidente. Moraes também proibiu o contato dele com o filho, o deputado-federal-licenciado, Eduardo Bolsonaro, que também é alvo do inquérito. Bolsonaro também está proibido de usar redes sociais e deverá seguir um horário de recolhimento domiciliar das 19h às 7h da manhã.

Eduardo, que está nos Estados Unidos desde março, é apontado pela investigação como articulador por sanções contra o Brasil. O deputado federal comemorou o anúncio do presidente Donald Trump em taxar em 50% os produtos norte-americanos. Bolsonaro disse que Eduardo deverá permanecer nos EUA, “senão será preso”.

O ex-chefe do Executivo voltou a dizer que é alvo de perseguição e negou qualquer participação na suposta tentativa de golpe de Estado em 2022. Disse que usar uma tornozeleira eletrônica é uma “suprema humilhação”. Moraes também proibiu o contato dele com o filho, o deputado-federal-licenciado, Eduardo Bolsonaro, que também é alvo do inquérito.

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