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Motta reúne próprio partido e ouve lamentos sobre momento da Câmara

Lideranças do Republicanos se dividem sobre qual caminho o presidente da Casa deve seguir para retomar o controle dos deputados

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VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto
Presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), durante sessão legislativa Metropoles 8
1 de 1 Presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), durante sessão legislativa Metropoles 8 - Foto: VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto

O presidente da Câmara, Hugo Motta, reuniu nesta semana correligionários do Republicanos, de quem ouviu lamentos sobre o momento considerado “difícil” no Legislativo. Somente neste mês, o chefe da Casa enfrentou um motim que inviabilizou votações em plenário por mais de 30h e ainda viu o deputado Ricardo Ayres, em quem depositara bênção pública para o posto de relator da CPMI do INSS, sofrer uma derrota constrangedora e ficar sem a posição.

A reunião ocorreu na última quarta-feira (21/8), após a reviravolta da oposição na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito. Na ocasião, os deputados reafirmaram apoio a Motta e ressaltaram que a Casa passa por um momento de inquietação. A bancada, segundo interlocutores, sentiu a derrota de Ayres, seu correligionário, na CPMI.

O grupo tenta encontrar saídas para fortalecer Motta e busca pautas que possam reverter o cenário difícil enfrentado pelo presidente. A legenda se divide sobre os caminhos que o presidente da Casa deveria traçar.


São três alas na sigla de Motta:

  • Uma ala sugere que ele deveria se aproximar do governo Lula e impor derrotas à oposição, como resposta ao motim e à derrubada do seu indicado à relatoria da CPMI do INSS.
  • Outra avalia que Motta precisa adotar uma série de pautas consensuais, que possam criar um ar de normalidade no funcionamento da Câmara.
  • Um terceiro grupo entende que o presidente da Casa precisa voltar a fazer gestos para a oposição, visando garantir que novas surpresas desagradáveis não apareçam.

Motim e derrota

Deputados bolsonaristas ocuparam o plenário da Câmara no dia 4 de agosto, impedindo votações. O motim ocorreu em protesto à ordem do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), de prisão domiciliar para o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Eles se revezaram na cadeira de Motta e ameaçaram resistir até uma eventual ordem para que a Polícia Legislativa desobstruísse o local, a fim de que a sessão de votações fosse aberta.

Motta só retomou a cadeira da presidência após intervenção do seu antecessor, Arthur Lira (PP-AL), que negociou a desobstrução do local com o Centrão e a oposição. Mesmo com acordo, a chegada ao posto para o qual tinha sido eleito seis meses antes foi difícil, com idas e vindas, até que ele pudesse, de fato, abrir a sessão.

Duas semanas depois, aconteceu a derrota na CPMI do INSS. O senador Carlos Viana (Podemos-MG) foi escolhido para presidir o colegiado, derrotando o Omar Aziz (PSD-AM), nome escolhido por Davi Alcolumbre (União-AP). Eleito presidente, ele designou como relator o deputado Alfredo Gaspar (União Brasil-AL), sacramentando a derrota de Motta, que havia indicado o deputado Ricardo Ayres.

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