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Brasil

Motta pede para líderes não assinarem anistia e PL muda estratégia

Partido do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) agora recolhe assinaturas individuais para tentar pautar projeto sobre anistia

03/04/2025 12:50
Marina Ramos/Câmara dos Deputados
sóstenes cavalcante e zucco - Metrópoles

O líder do PL na Câmara dos Deputados, Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), afirmou nesta quinta-feira (3/4) que o partido mudou a estratégia para conseguir apresentar o requerimento de urgência para o projeto de lei (PL) da anistia, que propõe beneficiar os condenados por envolvimento nos atos antidemocráticos de 8 de Janeiro.

O deputado disse que o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB) solicitou que os líderes partidários não assinassem o requerimento de urgência neste momento.

“Quero deixar claro que o presidente Hugo Motta é, continua sendo e será sempre aliado do PL em todas as nossas bandeiras, inclusive na anistia. Entretanto, a gente tem que entender as situações e a pressão que a cadeira de um presidente sofre”, explicou Sóstenes.

Com a limitação, a estratégia do PL mudou e agora, ao invés das assinaturas dos líderes, o partido recolhe assinaturas individuais dos deputados para conseguir protocolar o requerimento de urgência para o projeto. O documento permite que um texto seja apreciado diretamente no plenário, sem precisar passar pelas comissões antes.

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De acordo com Sóstenes, foram colhidas 163 assinaturas até o momento. O partido realizou obstrução de pautas durante a semana para pressionar Motta a pautar o requerimento de urgência, mas não conseguiu impedir as votações em plenário. O líder ressaltou que a obstrução vai continuar, mas de forma “responsável”.

“Tem matérias que não dá para parar. Por exemplo, vai ter as comissões de orçamento. Lógico que se a gente obstruir lá, nós estamos complicando a vida de toda a Casa e nós estamos precisando dos votos das pessoas para a anistia. Muitos parlamentares estão esperando as emendas serem pagas. A gente tem que usar de estratégia nessa obstrução para não perder votos da anistia”, pontuou.