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Bolsonaro e PL traçam estratégia de "obstrução total" pela anistia

O projeto de lei busca conceder anistia a condenados pelos atos de 8 de janeiro, que levaram o ex-presidente a virar réu no STF

Luana Viana, Mateus Salomão01/04/2025 13:55, atualizado 01/04/2025 15:05
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Divulgação
Imagem colorida de Bolsoanro e líderes do PL - Metrópoles

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) se reuniu com lideranças do Partido Liberal, nesta terça-feira (1º/4), para debater as estratégias de articulação para pressionar pela votação de um pedido de urgência pelo PL da Anistia, projeto de lei que busca livrar de responsabilização envolvidos nos atos antidemocráticos de 8 de janeiro.

O encontro foi coordenado pelo líder da Oposição na Câmara, deputado federal Zucco (PL-RS), e contou com a presença do vice-presidente da Câmara, Altineu Côrtes (PL-RJ); do líder do PL, deputado Sóstenes Cavalcante (PL-RJ); da líder da Minoria, deputada Caroline De Toni (PL-SC); e de Bolsonaro.

Segundo a oposição, “ficou definido que usará o instrumento regimental de obstrução total dos trabalhos nas comissões permanentes e no Plenário da Casa. A ideia é pressionar pela inclusão do requerimento de urgência para acelerar a tramitação do PL da Anistia”.

“Estamos vivendo um estado de exceção no Brasil. E, para momentos de anormalidade institucional, precisamos atuar de forma muito firme. Portanto, a orientação é para obstruir todas as pautas. Nada mais importante agora do que buscar reparação para as centenas de presos e refugiados políticos do Brasil”, afirmou o deputado Zucco.

Reunião com familiares

Nesta quarta-feira (2/4), os parlamentares do PL realizarão uma coletiva de imprensa com familiares dos presos do 8 de janeiro, na qual apresentarão o relatório produzido pela Associação dos Familiares e Vítimas do 8 de Janeiro (Asfav). Nesse documento, a entidade elenca uma série de supostos abusos e violações de direitos durante as prisões e “ao longo de todo o processo conduzido pelo Supremo Tribunal Federal (STF)”.

“Vamos mostrar à sociedade e ao mundo que existem muitas outras Déboras, situações que envergonham o Brasil perante a comunidade internacional”, explicou Zucco, referindo-se a Débora dos Santos, ré pelo 8/1 que ficou famosa por ter pichado “Perdeu, Mané” na estátua que representa a Justiça na Praça dos Três Poderes.

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