Motta diz não temer sanções dos EUA após barrar Eduardo como líder

O presidente da Câmara barrou, nesta terça-feira, a estratégia da oposição de nomear Eduardo Bolsonaro como líder e salvar seu mandato

atualizado

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BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto
Hugo Motta
1 de 1 Hugo Motta - Foto: BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto

Após barrar a estratégia da oposição de nomear o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) como líder da minoria na Câmara dos Deputados, para evitar uma possível cassação por faltas, o presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), disse, ao Metrópoles, não temer retaliações dos EUA, articuladas pelo filho 03 do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Motta, assim como o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), tem recebido “avisos” de Eduardo de que pode ser alvo de sanções pelo governo Donald Trump, assim como ocorreu com o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes e sua esposa, Viviane Barci, que perderam o visto e entraram na lista da Lei Magnitsky —, caso não paute a anistia e o impeachment de Moraes.

Em agosto, Motta foi questionado se teme ser alvo da Lei Magnitsky e respondeu que não vai vincular sua atuação a “este ou aquele risco”.

“Nós não podemos também vincular nossa atuação política a esta ou aquela argumentação, a este ou aquele risco, porque temos que fazer o que é certo, o que é correto. E nada nos tirará desse foco, nada nos tirará desse objetivo. Tenho, portanto, muita tranquilidade quanto à minha atuação”, afirmou.

Manobra para salvar o 03

A manobra para tentar poupar o filho do ex-chefe do Planalto de perder o mandato foi anunciada na última semana pela atual líder da minoria, deputada Caroline de Toni (PL-SC).

Porém, uma decisão de Motta, tomada nessa segunda-feira (23/9), impede a manobra dos bolsonaristas para que o parlamentar assuma o posto de líder, alegando “incompatibilidades” com a função. De acordo com o documento, seria tecnicamente impossível que Edurado seja líder vivendo no exterior, por causa do Regimento Interno da Casa.

Questionado pelo Metrópoles, o líder do PL na Câmara dos Deputados, Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), afirmou que a oposição vai recorrer da decisão de Motta, que barrou Eduardo, ainda nesta segunda. “Minha equipe de assessoria está trabalhando”.

Atualmente, Eduardo vive nos EUA, para onde se mudou com a família em fevereiro deste ano, ao entrar na mira da Justiça brasileira. Desde então, tem feito forte lobby junto ao governo norte-americano pela aplicação de sanções contra autoridades brasileiras.

Seu braço direito nas articulações, o influenciador Paulo Figueiredo, assim como Eduardo, foragido da Justiça brasileira, já chegou a insinuar, por meio de sua conta no X, que futuramente os EUA também podem vir a sancionar Hugo Motta.

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