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Motta anuncia comissão geral para debater a reforma administrativa

Projeto tem cerca de 70 mudanças para funcionalismo público, incluindo minar supersalários e estabelecer teto de gastos de municípios

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VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto
Presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), durante sessão legislativa Metropoles 8
1 de 1 Presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), durante sessão legislativa Metropoles 8 - Foto: VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), anunciou, nesta segunda-feira (25/8), a realização de uma comissão geral para discutir a reforma administrativa. A iniciativa, que promete enxugar processos e gastos do funcionalismo público é uma das principais apostas do deputado paraibano à frente da Casa.

No anúncio, feito nas redes sociais, Motta escreveu que “o Estado não está funcionando na velocidade da sociedade” e que o tema “não pode ser adiado”. A sessão será realizada em 3 de setembro.

O relator do grupo de trabalho da reforma administrativa, o deputado Pedro Paulo (PSD-RJ), passou a última semana se reunindo com líderes partidários para apresentar o relatório final.

Entre os cerca de 70 temas propostos, o deputado carioca quer limitar os casos para o pagamento de verbas indenizatórias, um dos principais pontos que compõe os chamados supersalários. Também estabelece um “teto” para os salários iniciais das carrerias públicas e para gastos com secretarias municipais.

A expectativa era de que Pedro Paulo apresentasse o relatório no fim da semana passada, mas algumas reuniões com líderes partidários ficaram pendentes. O parecer deverá ser divulgado após a comissão geral e deverá ainda ser votado pelo grupo de trabalho e, depois, pelo plenário da Câmara.

O que é uma comissão geral

A comissão geral é um mecanismo institucional em que uma sessão realizada no plenário é voltada para o debate de um tema específico. Normalmente, é feito para temas de ampla repercussão — como foi o caso da adultização, realizada na semana passada —, ou para ouvir ministros de Estado. Cabe ao presidente da Câmara convocar e comandar a sessão especial.

Diferentemente do que ocorre nas discussões no plenário, onde somente os 513 deputados poderão tomar a palavra para falar do determinado assunto, nas comissões gerais são convidados especialistas e representantes da sociedade civil para debater o assunto.

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