Morto na Vila Cruzeiro era investigado por ataques a policiais no Pará

Mauri Edson Vulcão Costa foi morto na segunda operação mais letal do RJ; contra ele havia 23 processos abertos por homicídio e tráfico

atualizado 26/05/2022 18:05

Mauri Edson Vulcão CostaReprodução

Rio de Janeiro – Um dos 23 mortos na segunda operação mais letal do Rio de Janeiro, na última terça-feira (24/5), na Vila Cruzeiro, na Penha, zona norte, era integrante do alto escalão de um dos braços da maior facção criminosa país, no Pará.

De acordo com o jornal O Globo, Mauri Edson Vulcão Costa, mais conhecido como Déo, era apontado como mandante de mais de 20 ataques contra agentes de segurança do estado no último mês, sendo 16 deles bem-sucedidos.

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O criminoso também teria ordenado 14 crimes na última semana, dentre eles a execução de um militar no município de Moju (PA). Ele respondia a 23 processos por homicídio, associação com o tráfico e tráfico de drogas, além de 11 ações penais. 

Operação letal

A ação da PM, PRF e Bope feita na madrugada de terça-feira (24/5) tinha como objetivo a prisão de chefes do Comando Vermelho que estariam escondidos na comunidade. Ao todo, a operação durou 12 horas.

O Ministério Público Federal e o Ministério Público do Rio de Janeiro instauraram um procedimento de investigação criminal para apurar a legalidade da ação.

Inicialmente, foi informado que o número de mortos da operação era 25, mas nesta quinta-feira (26/5), a Polícia Civil enviou uma nota dizendo que seriam 23 vítimas:

“A Polícia Civil informa que 23 corpos deram entrada no Instituto Médico Legal (IML) decorrentes da operação na comunidade Vila Cruzeiro. Outros três mortos que chegaram ao local vieram de uma ocorrência da comunidade do Juramento. Segundo o Instituto Médico Legal, dos 23 corpos, 22 já foram identificados e um aguarda confirmação oficial” diz um trecho da nota.

Dos 23, 18 já foram liberados pelo IML e cinco aguardam liberação: “Em todos os corpos foram realizados exames de necropsia e de papiloscopia para confirmar as identificações e esclarecer as circunstâncias das mortes.
A Delegacia de Homicídios da Capital (DHC) instaurou inquéritos e está a cargo das investigações, que estão em andamento”.

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