Morto em enchente no ES foi carregado após sair de igreja

Seis vítimas já foram confirmadas após fortes chuvas atingirem o estado do Sudeste

Arquivo pessoalArquivo pessoal

atualizado 18/01/2020 22:48

A esposa do aposentado Antenor Sabino (foto em destaque), 62 anos, contou que ele havia saído da igreja quando foi levado pela enchente que atingiu o sul do Espírito Santo nessa sexta-feira (17/01/2020). O corpo dele, uma das seis vítimas já confirmadas no estado, foi encontrado na manhã deste sábado (18/01/2020). Ele era morador do distrito de Bom Destino, na cidade de Iconha, onde mais duas pessoas morreram.

De acordo com testemunhas, chovia quando o aposentado deixou uma celebração religiosa e foi até um ponto de ônibus em Iconha. Ele foi levado pela correnteza depois que três casas da rua serem arrastadas.

“Me falaram que ele parou pra ver a correnteza, mas aí quando as casas desceram, o ponto de ônibus desceu junto e ele se foi”, disse a esposa da vítima, Juscelina Sabino, em entrevista à TV Gazeta.

O corpo de Antenor foi encontrado por um amigo dele, na madrugada deste sábado. “A água abaixou e então eu peguei uma lanterna e fui olhar o meu quintal, que estava todo danificado. Quando eu tava olhando, encontrei ele de bruços. Foi um susto muito grande”, contou.

Em Iconha, há comunidades isoladas porque barreiras caíram nas estradas e pontes foram levadas. No distrito de Campinho, um helicóptero foi usado para resgatar o corpo de outra vítima, um agricultor de 58 anos que teve a casa soterrada por um barranco que se desprendeu.

Outras três pessoas morreram no município de Alfredo Chaves, também no sul do Espírito Santo.

Governador visitou a região
O governador Renato Casagrande (PSB) visitou a região atingida por temporais e encontrou uma situação de “destruição e calamidade”.

“Iconha é um cenário de guerra. Todo comércio destruído, muitas casas destruídas, ruas laterais também destruídas. Então o nosso papel agora é reconstruir a cidade e dar um apoio assistencial, dar um primeiro socorro, um primeiro atendimento e depois ver como a gente ajuda os comerciantes a reconstruírem as atividades comerciais”, disse ele em entrevista ao jornal Folha de Vitória.

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