Inscreva-se no canal MetrópolesTV no YouTube
Brasil

Morre uma das siamesas de São Paulo separadas em Goiás

Cirurgia de separação das siamesas teve 19 horas de duração. Meninas eram ligadas pelo tórax, abdômen e bacia

19/05/2025 11:42
Reprodução/Redes sociais
imagem colorida siamesa de sp morre em goiania

Goiânia – Uma das siamesas de São Paulo que foram separadas no Hospital Estadual da Criança e do Adolescente (Hecad), na capital goiana, faleceu. As meninas Kiraz e Aruna de 1 ano e seis meses eram ligadas pelo tórax, abdômen e bacia. A notícia da morte foi compartilhada pelo pai das crianças por meio das redes sociais.

“Descanse em paz, filha!”, publicou o perfil das gêmeas no Instagram. De acordo com o Hecad, o andamento do protocolo de morte encefálica de Kiraz está em andamento. Já o estado de saúde de Aruna não foi divulgado.

As gêmeas foram submetidas a cirurgia de separação no último dia 10 de maio, no entanto, o procedimento teve cerca de 19 horas de duração e terminou no dia 11. Elas estavam internadas em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI) no Hecad e tiveram febre alta.

Morre uma das siamesas de São Paulo separadas em Goiás - destaque galeria
2 imagens
Kiraz, de um ano e seis meses morreu nessa segunda-feira (19/5)
Siamesas foram separadas pelo Dr. Zacharias Calil
1 de 2

Siamesas foram separadas pelo Dr. Zacharias Calil

Reprodução/Gabriel Botelho
Kiraz, de um ano e seis meses morreu nessa segunda-feira (19/5)
2 de 2

Kiraz, de um ano e seis meses morreu nessa segunda-feira (19/5)

Reprodução/Redes sociais

Receba no seu email as notícias de Boletim Metrópoles

Frequência de envio: Diário

Ver todas as newsletters

Cirurgia complexa

A cirurgia de separação das siamesas teve a participação de 16 especialistas e com uma equipe multidisciplinar de 50 profissionais. A preparação para o procedimento começou há 6 meses, quando foi realizada a primeira cirurgia de pré-separação, quando as meninas receberam expansores de pele.

O procedimento, considerado de alta complexidade, foi realizado pelo médico Zacharias Calil. Segundo ele, a cirurgia teve custo superior a R$ 2 milhões e foi totalmente custeada pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles

Planejamento

As crianças são naturais de Igaraçu do Tietê, em São Paulo. Segundo o Hecad, o processo cirúrgico teve mais de um ano de planejamento. Além do procedimento, as gêmeas passaram por consultas quinzenais em abril e visitas semanais ao hospital para que o crescimento das duas fosse acompanhado, além do esquema vacinal, para garantir a imunidade das irmãs.