Moro: “Sem motivo para suspeitar da integridade do processo eleitoral”

Moro também disse que ainda define eventual candidatura, algo que será decidido em conjunto com lideranças partidárias do União Brasil

atualizado 10/05/2022 13:47

Após filiação ao União Brasil Sérgio Moro faz um pronunciamento no Hotel Intercontinental, em São Paulo. Ele fala diante de microfones e usa terno - MetrópolesFábio Vieira/Metrópoles

São Paulo – O ex-ministro da Justiça e ex-juiz Sergio Moro (União) afirmou nesta terça-feira (10/5) que não vê “nenhum motivo para desconfiar do processo eleitoral” e disse que questionamentos do tipo são perigosos, porque podem ser utilizados para questionar o resultado das eleições. 

“A gente tem que defender a democracia, que envolve tanto uma eventual reeleição como uma eventual troca do governante do momento. Eu não vejo nenhum motivo para desconfiar da integridade do nosso processo eleitoral no momento, e como não vai haver uma alteração desse procedimento, eu acho esse questionamento perigoso, porque pode ser usado depois para questionar a legitimidade das nossas eleições”, alegou em entrevista à Jovem Pan, nesta terça (10/5).

Ele falou ainda que está “construindo” o seu papel na eleição de outubro, e não disse se será candidato ao Senado, à Câmara dos Deputados ou a outro cargo. Moro explicou que seu movimento de deixar o Podemos para se filiar ao União Brasil foi no intuito de “ajudar a construir esse centro unificado”, mas que a definição de candidatura ocorrerá em conjunto com a sigla.

“Eu não posso chegar no meu partido e dizer ‘eu sou o dono da bola e faço com ela o que eu quiser’. É claro que eu tenho um nome relevante politicamente, mas isso vai ser uma decisão que compete a mim, mas compete também ali dentro das lideranças partidárias”, pontuou.

“O mais importante é que nós continuemos a carregar essas bandeiras de combater a corrupção. A gente tem que voltar a falar em prisão em segunda instância, em acabar com o foro privilegiado, em ter autonomia da Polícia Federal, a gente precisa falar de segurança pública. Essas bandeiras são essenciais e a minha volta ao Brasil e a minha continuidade na política é porque alguém precisa carregar essas bandeiras”, acrescentou.

Moro também acredita ser “impossível” que eventual governo do PT fortaleça o combate à corrupção no Brasil.

“É praticamente impossível, num governo do PT – e espero que isso não aconteça –, que nós tenhamos a retomada do combate à corrupção. Para isso, a gente precisaria ter o reconhecimento pelo PT da roubalheira que houve na Petrobras e na época do mensalão. Se você não está disposto a reconhecer os erros do passado, como é que você vai superá-los?”, questionou Moro na entrevista à Jovem Pan.

O ex-juiz afirmou que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) “nunca deu uma explicação coerente sobre a história do triplex, sobre o sítio de Atibaia e a relação dele com empreiteiras”, e que o PT “deveria reconhecer a roubalheira que ocorreu no governo dele”.

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