Moro repudia “insinuações levianas” do TCU sobre consultoria a empresa

Ministro Bruno Dantas, do Tribunal de Contas da União, pediu que a consultoria Alvarez & Marsal revele o quanto pagou ao ex-juiz

atualizado 28/12/2021 15:08

Brasília (DF), 10/11/21. Filiação de Sérgio Moro, ex-ministro da Justiça, ao PodemosRafaela Felicciano/Metrópoles

O pré-candidato à Presidência da República Sergio Moro (Podemos) afirmou, nesta terça-feira (28/12), que repudia a determinação do ministro Bruno Dantas, do Tribunal de Contas da União (TCU), para que a empresa Alvarez & Marsal, para a qual trabalhou, revele quanto pagou ao ex-juiz e ex-ministro depois que ele deixou a companhia, em outubro deste ano, para entrar na política.

“Nunca paguei ou recebi propina, fiz rachadinha ou comprei mansões. Não enriqueci no setor público e nem no privado. Não atuei em casos de conflito de interesses. Repudio as insinuações levianas do procurador do TCU a meu respeito e lamento que o órgão seja utilizado dessa forma”, disse Moro.

O presidenciável não deixou de alfinetar potenciais adversários na disputa eleitoral de 2022.

Publicidade do parceiro Metrópoles 1
Publicidade do parceiro Metrópoles 2
0

“Trabalhei 23 anos na carreira pública. Lutei contra a corrupção neste país como ninguém jamais havia feito. Deixei o serviço público e trabalhei honestamente no setor privado para sustentar minha família. Nunca paguei ou recebi propina, fiz rachadinha ou comprei mansões”, afirmou.

Veja o post:

A Alvarez & Marsal é uma consultoria norte-americana especializada em recuperação judicial e tem como clientes Odebrecht e OAS, investigadas pela Lava Jato.

O ministro do TCU afirmou em despacho anterior que atos de Moro contribuíram para a quebra da Odebrecht, e quer saber se a Alvarez & Marsal foi beneficiada por eles ao se envolver na recuperação da empreiteira e de outras organizações investigadas sob o comando de Moro.

Dantas solicitou os contratos da Alvarez & Marsal em ordem cronológica, para saber a evolução dos negócios da companhia no Brasil desde a Lava Jato.

Mais lidas
Últimas notícias