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Brasil

Moro acusa governo Lula de ser frouxo ao combater crime e dá sugestões

O senador fez críticas à Proposta de Emenda à Constituição da Segurança Pública que tramita no Congresso Nacional, de autoria do governo

, 30/10/2025 13:53, atualizado 30/10/2025 14:16
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Hugo Barreto/Metrópoles
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O senador Sérgio Moro (União-PR) criticou a postura do governo em relação à segurança pública do país. Moro afirmou que o “governo atual é frouxo no combate à criminalidade”. Ele falou em entrevista ao Contexto Metrópoles, nesta quinta-feira (30/10).

O senador também fez críticas à Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública que tramita no Congresso Nacional, de autoria do governo federal, que, na visão dele, “não resolve nada”.

“A PEC da segurança, de fato, não resolve nada em relação ao crime organizado. Tem algumas medidas relevantes, mas muito aquém do que seria necessário.”

Veja o Contexto Metrópoles desta quinta-feira:

O senador paranaense ainda falou sobre a proposta de combate ao crime organizado apresentada por ele, que tramita no Congresso Nacional, e fez sugestões ao governo federal. “O governo federal poderia, junto com os governos estaduais, criar forças-tarefa para desmantelar o CV, força-tarefa para desmantelar o PCC, para ir contra os líderes, para identificar o patrimônio dessas facções, para confiscar, fazer operações integradas e em conjunto, mas esse tipo de operação tem que ser na base do diálogo, da conversação. Não adianta fazer uma coisa que eventualmente queira se fazer de baixo para cima, é o grande erro da PEC da Segurança Pública”, completou Moro.

Ainda segundo o congressista, não existe caminho fácil no combate ao crime organizado e que a megaoperação revelou que o Rio vive um cenário de Guerra. “Não tem coelho na cartola que puxa e resolve, mas tem passos na direção certa contra o crime organizado. Episódios como esse no Rio mostram que a gente está numa espécie de guerra praticamente, e a gente não quer que essa guerra escale […] O que a gente não pode é recuar”.

As críticas acontecem dois dias após a megaoperação da Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro (PCERJ) e da Polícia Militar (PMERJ), autorizada pelo governo do Rio de Janeiro, nos complexos do Alemão e da Penha, em combate ao crime organizado.

A ação policial, que já é considerada a mais letal da história do Rio, resultou em 121 pessoas mortas, entre suspeitos de envolvimento com o crime e militares que participavam da operação, além de mais de 100 pessoas presas e 9 feridas, sendo duas em estado grave.

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