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Brasil

Moraes vota por reabrir investigação contra Valdemar Costa Neto

Ministro quer retomar apuração sobre supostos crimes de organização criminosa e tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito

21/10/2025 12:04, atualizado 22/10/2025 15:21
KEBEC NOGUEIRA/METRÓPOLES @kebecfotografo
Chegada do presidente do PL, Valdemar Costa Neto no ato pró-anistia em Brasília - Metrópoles

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes votou nesta terça-feira (21/10) pela reabertura da investigação que apura os crimes de organização criminosa e tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito contra o presidente do Partido Liberal (PL), Valdemar Costa Neto.

O voto de Moraes, no julgamento do núcleo 4 da trama golpista, relaciona a possibilidade de investigação de Valdemar a uma eventual condenação de Carlos Cesar Moretzsohn Rocha — engenheiro e presidente da empresa Voto Legal.

O ministro votou pela condenação de Rocha por dois dos cinco crimes imputados pela Procuradoria-Geral da República (PGR). Valdemar, entretanto, apesar de ter sido indiciado pela Polícia Federal (PF), ficou de fora da denúncia apresentada pelo procurador-geral da República, Paulo Gonet.

“Uma vez configurada a condenação do réu Carlos Cesar Rocha, determino a extração de cópias da decisão e de todo o acervo probatório para remessa à PET 12100, a fim de que, nos termos do artigo 18 do Código Penal, seja reaberta a investigação e análise dos crimes de organização criminosa e tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito em relação ao presidente do PL, Valdemar Costa Neto”, disse Moraes.

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O presidente do PL, Valdemar Costa Neto
Presidente do PL, Valdemar Costa Neto foi orientado por advogados a evitar entrevistas e conversas com a imprensa
Valdemar Costa Neto também é aliado do ex-presidente
O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, em manifestação convocada pelo ex-presidente Jair Bolsonaro em Copacabana
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O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, em manifestação convocada pelo ex-presidente Jair Bolsonaro em Copacabana

BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto
O presidente do PL, Valdemar Costa Neto
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O presidente do PL, Valdemar Costa Neto

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Presidente do PL, Valdemar Costa Neto foi orientado por advogados a evitar entrevistas e conversas com a imprensa
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Presidente do PL, Valdemar Costa Neto foi orientado por advogados a evitar entrevistas e conversas com a imprensa

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Valdemar Costa Neto também é aliado do ex-presidente
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Valdemar Costa Neto também é aliado do ex-presidente

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Laudo

Moraes afirmou que a representação apresentada pelo Partido Liberal (PL), pedindo a anulação de votos de urnas eletrônicas no segundo turno, é “uma das coisas mais bizarras que a Justiça Eleitoral” recebeu desde a sua criação.

Durante o julgamento do núcleo 4 da trama golpista, Moraes ressaltou, em seu voto, que a representação encaminhada ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), à época, com base em um laudo técnico contratado pelo PL junto à empresa Voto Legal — então presidida pelo engenheiro Carlos Cesar Moretzsohn Rocha, réu no processo — é “bizarra”.

“Aqui, uma das coisas mais bizarras que a Justiça Eleitoral tenha recebido desde a sua criação. Após a derrota nas urnas, o PL apresentou uma representação eleitoral para realizar uma verificação extraordinária das eleições — obviamente com o intuito de ampliar a tensão social e a politização —, pedindo a anulação de metade das urnas”, afirmou o ministro.

Moraes prosseguiu: “A litigância de má-fé foi comprovada porque eles não queriam que fossem anuladas urnas com problemas, mas apenas os votos do candidato que venceu as eleições. Uma das coisas mais bizarras que a Justiça Eleitoral já recebeu”, reiterou o magistrado.

Para o ministro, o episódio é “bizarro” porque o PL buscava anular apenas os votos dados a Lula, apesar de ter eleito governadores do próprio partido por meio do mesmo sistema eletrônico que agora questionava.